Nova abordagem para tratar diabetes tipo 2

Estudo português publicado na revista “PLoS ONE”

22 junho 2011
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Uma nova estratégia para tratar a diabetes tipo 2, alternativa aos fármacos actualmente utilizados, foi testada com sucesso em ratinhos, aponta um estudo publicado na revista “PLoS One”.

 

Na diabetes tipo 2, o corpo não responde de forma eficaz à insulina, uma hormona que controla o açúcar no sangue. Para compensar esta falta de sensibilidade à insulina, muitos fármacos para a diabetes aumentam os níveis de insulina. No entanto, neste estudo, a equipa de cientistas da Clínica Mayo, em Jacksonville, Florida, EUA, testaram uma abordagem diferente.

 

Os cientistas liderados por Malcolm A. Leissring testaram esse novo método em ratinhos, aos quais foi totalmente inibida ou excluída geneticamente a enzima que degrada a insulina (IDE, na sigla em Inglês). A IDE é uma "máquina" molecular que normalmente "mastiga" a insulina, decompondo-a em partículas menores. Os níveis de insulina no sangue são controlados, em parte, por este processo.

 

Em comparação com os ratinhos normais, os roedores aos quais foi totalmente inibida a IDE tinham mais insulina no geral, pesavam menos e eram mais eficientes a controlar o açúcar no sangue. Segundo refere Leissring, eram "super ratos" no que diz respeito à sua capacidade de reduzir o açúcar no sangue após uma refeição, processo que é interrompido na diabetes. Estes resultados sugerem que os fármacos que inibem a IDE podem ser úteis no tratamento da diabetes.

 

Contudo, o efeito de inibir totalmente a IDE nos roedores foi tão forte que, apesar de serem "super-ratos" quando jovens, quando os ratinhos envelheciam tornavam-se lentamente resistentes à insulina elevada, ganharam peso e perderam o controlo do açúcar no sangue. Como resultado, os ratos mais velhos desenvolveram diabetes tipo 2. "A constatação de que os ratos mais velhos com IDE totalmente inibida desenvolvem diabetes confundiu muita gente. É um exemplo clássico de que o excesso pode ser contraproducente. Não se esperava que os fármacos que inibem a IDE apenas parcialmente ou temporariamente causassem diabetes. Apagar toda a IDE é um exagero", apontou o líder da investigação.

 

Os cientistas vão continuar a investigação sobre o desenvolvimento de fármacos que bloqueiem a IDE.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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