Nos hospitais realizaram-se menos urgências mas mais consultas e cirurgias programadas

Informação divulgada pela Administração Central do Sistema de Saúde

03 setembro 2012
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Os hospitais realizaram menos 339 mil urgências em junho, face ao período homólogo, mas aumentaram em mais de 80 mil o número de consultas médicas programadas, segundo a atividade assistencial, divulgada pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).


De acordo com o documento, ao qual a agência Lusa teve acesso, os hospitais realizaram 2.991.733 episódios urgentes em junho, menos 339.043, o que representa uma diminuição de 10,2%, em relação ao verificado no mesmo mês do ano passado.


Em contrapartida, verificou-se um aumento da atividade hospitalar programada, com mais 80.719 consultas médicas e mais 2.593 cirurgias.


Ao nível das intervenções cirúrgicas, o documento refere um aumento daquelas que são programadas (mais 2.593) e de ambulatório (mais 5.192) e uma redução das convencionais (menos 2.599) e das urgentes (menos 1.748).


Segundo a ACSS, verifica-se “um fortalecimento desejável da atividade programada em detrimento da atividade urgente”, que tem registado “uma desejável e esperada redução”.


A ACSS considera ainda desejável que ocorra a transferência de cuidados dos hospitais para os cuidados de saúde primários, aumentando o acesso às primeiras consultas hospitalares e uma redução das consultas subsequentes.


No que respeita ao tempo médio de resposta ao pedido de primeira consulta, o relatório revela que houve uma redução de 20 dias.


A melhoria do tempo de resposta verificou-se para todos os níveis de prioridade, com mais expressão para os pedidos “prioritários” e “muito prioritários” ─ em média, menos 32 dias e menos 22 dias, respetivamente, do que o tempo de acesso no primeiro semestre de 2011.


Nos cuidados de saúde primários foram feitas 1.252.150 consultas no Serviço de Atendimento Permanente (SAP), menos 475.796 (menos 27,5%) do que em junho de 2011.


As consultas presenciais também sofreram um decréscimo de 5,3%, face ao mesmo período em 2011, o que a ACSS explica com a transferência para as consultas médicas não presenciais, que tiveram um aumento de 9,4%, e para as consultas domiciliárias, que cresceram 6,4%.


A diminuição do número de consultas médicas presenciais nos cuidados de saúde primários é também explicada por uma “melhor gestão das consultas por parte dos prestadores de cuidados de saúde primários, evitando visitas desnecessárias” e pelo “aumento substancial da prescrição eletrónica de receitas com validade de seis meses”.


Segundo os dados da ACSS, foram passadas mais 1.135.616 receitas renováveis face ao período homólogo.


Perante estes dados, a ACSS considera que “a taxa de utilização de consultas médicas nos cuidados de saúde primários permanece estável, verificando-se que, durante o primeiro semestre de 2012, mais de metade dos utentes tiveram pelo menos uma consulta médica nos cuidados de saúde primários”.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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