Nos fins-de-semana e à noite morreram mais de 12 mil pessoas do que o esperado

Estudo da Escola Nacional de Saúde Pública

13 julho 2011
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Ocorreram mais 12.430 mortes (27% dos óbitos) do que o esperado ao fim-de-semana e à noite, nos hospitais públicos do Continente em 2009, aponta um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), divulgado pela agência Lusa.

 

De acordo com o estudo, a que a agência Lusa teve acesso, o total de óbitos em excesso ao fim-de-semana foi de 5.998, o que representa cerca de 13% do total de óbitos hospitalares ocorridos em 2009.

 

Este valor, embora significativo, representa uma ligeira melhoria em relação ao analisado em 2006, quando o total de óbitos em excesso no fim-de-semana representava cerca de 16% do total de óbitos.

 

O estudo da ENSP, que engloba 57 hospitais ou centros hospitalares públicos, mostra que no período da noite existe em todos os dias da semana um excesso de mortes observadas em relação ao esperado, representando um total de 8.800 no período da noite e com valores que oscilam entre um mínimo ao domingo (1.177) e um máximo na quinta-feira (1.316).

 

Segundo explicou à Lusa, Carlos Costa, professor da ENSP e responsável pelo estudo, “em termos estatísticos o número total de óbitos esperados é igual ao número total de óbitos observados”.

 

O especialista defendeu que como “acontece em quase todas as doenças com mortalidade significativa e em quase todos os hospitais pode ser considerado um fenómeno estrutural”.

 

Assim, segundo o líder da investigação, terá de “haver um reforço das equipas, tanto à noite como ao fim-de-semana. Tanto em termos de quantidade como também, sobretudo, em termos de experiência dos profissionais”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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