Normas mais rígidas para os protectores solares

Mudanças apresentadas pela agência norte-americana do medicamento

21 junho 2011
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A agência americana que regula os medicamentos e alimentos (FDA, na sigla em Inglês) mudou as normas dos rótulos dos protectores solares: se o factor de protecção não for superior a 15, os cremes não poderão ter a indicação de que protegem contra as queimaduras solares e contra o cancro da pele.

 

Em concreto, a agência norte-americana chegou a um consenso de que os protectores solares considerados de "largo espectro" deverão passar a proteger contra os raios ultravioleta A e B e a ter um factor de protecção solar (FPS) maior que 15, e devem, também, passar por provas de certificação.

 

Os cremes podem também incluir uma legenda para lembrar que "se usado conforme as indicações pode reduzir o risco de envelhecimento prematuro da pele e de cancro da pele, quando utilizado com outras medidas de protecção solar", como roupas adequadas e estar à sombra sempre que possível, explicou, em comunicado, o director do centro para a avaliação dos medicamentos da FDA, Janet Woodcock. Deste modo, aponta o especialista, os consumidores estarão melhor informados sobre como evitar queimaduras solares, e consequentemente, para se protegerem contra o cancro da pele.

 

Também está a ser avaliado incluir uma regra que impeça que os protectores solares tenham um factor superior a 50, dado que, refere a FDA, “não acrescenta um benefício adicional significativo".

 

A FDA tem realizado a actualização dos regulamentos sobre protecção solar desde 1978 e, em 2007, publicou uma proposta de lei que incluía um sistema de estrelas separadas para UVA, no entanto, esta proposta foi rejeitada por muitos fabricantes que consideraram o sistema demasiado confuso para os consumidores. Desta vez, Woodcock assegura que com o rótulo "largo espectro" será garantida aos consumidores uma protecção adequada contra os dois tipos de radiação (raios UVA e UVB).

 

Por outro lado, a FDA também advertiu que, com essa mudança nos rótulos dos protectores solares já não será possível anunciar que são resistentes à água, dado ser um dado "enganoso", forçando que devem passar a especificar por quanto tempo é o produto resistente à água.

 

Woodcock explicou que os consumidores começarão a perceber estas mudanças nos rótulos no Verão de 2012, embora alguns fabricantes já tivessem demonstrado a intenção de fazer as mudanças relevantes o mais rapidamente possível.

 

A agência também mostrou preocupação depois de ter detectado que há protectores solares que contêm nanopartículas de óxido de zinco ou dióxido de titânio, que, embora não sejam uma ameaça dado que "não penetram na pele", devem ser consideradas e notificadas quando se detectar algum componente que não cumpra as normas de segurança dos medicamentos.

 

A agência anunciou ainda que vão ser analisados os protectores solares em forma de aerossóis, muitas vezes usados em crianças, para ver se oferecem protecção adequada e se a sua inalação apresenta problemas de segurança.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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