Nobel da química premeia mecanismos envolvidos na reparação de ADN

Anúncio da Real Academia Sueca das Ciências

09 outubro 2015
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O Prémio Nobel da Química foi atribuído aos investigadores Thomas Lindalh, Paul Modrich e Aziz Sancar pelos estudos dos mecanismos que permitem a reparação de ADN.
 
De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, Lindalh, sueco de 77 anos, está ligado do Instituto Francis Crick e ao Laboratório Clare Hall, ambos no Reino Unido, Modrich, norte-americano de 69 anos, à Escola de Medicina da Universidade de Duke (EUA), e Sancar, turco, também de 69 anos, à Universidade da Carolina do Norte (EUA). 
 
Os três investigadores, segundo o Comité Nobel, conseguiram, através de uma espécie de "caixa de ferramentas de reparação de ADN", mapear, a nível molecular, a forma como reparar as células danificadas, permitindo também salvaguardar a informação genética.
 
"O trabalho desenvolvido (pelos três investigadores) forneceu conhecimento fundamental sobre como funciona uma célula viva e pode ser usada, por exemplo, no desenvolvimento de novas terapias contra o cancro", refere, o Comité Nobel, em comunicado.
 
De acordo com o documento, o ADN é diariamente danificado pelas radiações ultravioleta, por radicais livres ou por outros agentes cancerígenos.
 
"No entanto, mesmo sem esses ataques externos, a molécula de ADN é intrinsecamente instável", e diariamente ocorrem milhares de alterações espontâneas num genoma celular.
 
Adicionalmente, podem também surgir alterações quando o ADN é copiado durante a divisão de uma célula.
 
"A razão pela qual o nosso material genético não se desintegra num completo caos químico passa pelo facto de um conjunto de sistemas moleculares monitorizarem e repararem continuamente o ADN. O Prémio Nobel da Química de 2015 premeia estes três cientistas pioneiros que mapearam a forma como funcionam muitos destes sistemas de reparação a um nível molecular bastante pormenorizado", lê-se no comunicado.
 
O documento refere que, no início da década de 1970, os cientistas acreditavam que o ADN era uma molécula extremamente estável.
 
No entanto, Tomas Lindahl demonstrou que o ADN se deteriora de tal forma que devia tornar impossível o desenvolvimento de vida na terra, perspetiva que levou Lindahl a descobrir uma espécie de "maquinaria molecular" que contraria constantemente o colapso do ADN.
 
Aziz Sancar, por seu lado, mapeou a reparação por excisão de nucleótideos, o mecanismo que as células utilizam para reparar os estragos provocados pelos raios ultravioleta no ADN. 
 
Por sua vez, Paul Modrich demonstrou como a célula corrige erros que ocorrem quando o ADN é replicado durante a divisão de uma célula. Este mecanismo reduz a frequência do erro durante a replicação do ADN mais de mil vezes.
 
Os defeitos congénitos da falta de uma reparação das células podem provocar frequentemente uma variante hereditária do cancro do cólon.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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