Nobel da Medicina de 2001 "optimista" quanto à cura para o cancro

Tim Hunt esteve no Instituto de Biologia e Molecular e Celular da Universidade do Porto

16 junho 2006
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Tim Hunt, Prémio Nobel de Medicina em 2001, afirmou-se, no Porto, "optimista" quanto à possibilidade de que venha a ser descoberta num futuro próximo uma forma de parar o desenvolvimento das células cancerígenas."Se fosse há um ano atrás, certamente, ter-lhes-ia dito que uma tal descoberta ainda estava muito longe, mas os desenvolvimentos mais recentes fizeram-me ficar mais optimista", disse o bioquímico britânico.Tim Hunt que falava aos jornalistas antes da conferência que hoje proferiu no Auditório do Instituto de Biologia e Molecular e Celular da Universidade do Porto, foi galardoado com o Prémio Nobel pelo seu trabalho na descoberta dos mecanismos que determinam o ciclo de vida das células."Ao contrário das células normais, que podem viver de forma estável dezenas ou mesmo centenas de anos, as células cancerosas multiplicam-se com grande velocidade. A grande questão é impedir que elas se multipliquem", afirmou o bioquímico.O cientista explicou que em cada organismo todas as células sabem perfeitamente qual o seu lugar e o que devem fazer, enquanto as células cancerígenas se multiplicam anarquicamente, parecendo apenas cuidar do seu acesso ao sangue, de forma que possam alimentar-se e continuar a viver e multiplicar-se.O bioquímico britânico ganhou o Nobel de Medicina em 2001 conjuntamente com os seus "colegas e amigos" Paul Nurse (também britânico) e Leland Hartwell, norte-americano, "pelo seu trabalho conjunto no campo dos reguladores-chave do ciclo de vida das células".Fonte: Lusa

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