Nivolumab promissor em pacientes com cancro avançado

Estudo publicado na "JAMA Oncology"

16 agosto 2019
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O primeiro ensaio clínico de multidose com o fármaco de imunoterapia nivolumab (anti PD-1) revelou resultados muito favoráveis na sobrevida a cinco anos em pacientes cujo cancro avançado não tinha respondido a tratamentos anteriores.
 
Com efeito, o ensaio liderado por uma equipa do Centro do Cancro Kimmel da Universidade Johns Hopkins, EUA, seguiu 270 pacientes adultos com carcinoma do pulmão de não pequenas células (CPNPC), melanoma ou carcinoma de células renais (CCR) em estado avançado.
 
Os pacientes tinham recebido três ou mais tratamentos sistémicos e o cancro tinha-se já espalhado de tal forma que já não eram elegíveis para cirurgia.
 
Com os tratamentos sistémicos oferecidos a pacientes com cancro em estádio IV, a sobrevida a três anos para o melanoma avançado era de aproximadamente 5% e a sobrevida a cinco anos para o CPNPC era de 6%, na altura em que o ensaio teve início, em 2008.
 
Os pacientes receberam diferentes doses do fármaco nivolumab (entre 0,1 e10,0 mg/kg) por via intravenosa a cada duas semanas, em ciclos de oito semanas, até dois anos.
 
Como resultado, os pacientes revelaram índices de sobrevivência a cinco anos mais elevadas do que se esperava: 34,2% para o melanoma, 27,7% para o CCR e 15,6% para o CPNPC. Adicionalmente, as respostas ao tratamento foram, observou a equipa, duráveis.
 
Este ensaio proporciona dados muito necessários sobre os resultados a longo termo associados com o nivolumab. Este fármaco atua através do bloqueio de uma molécula conhecida como PD-1, removendo restrições nos linfócitos T exterminadores de células cancerígenas, afirmou Suzanne Topalian, investigadora que liderou o estudo.
 
O nivolumab e outros fármacos inibidores da PD-1 tornam as células cancerígenas, que essencialmente se tenham “escondido” do sistema imunitário, visíveis outra vez, permitindo assim que o sistema imunitário reconheça as células e as mate.
 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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