Nível de testosterona no útero pode gerar pessoas menos sociáveis

Hormona pode estar fortemente relacionada com o autismo

30 maio 2004
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A exposição do feto a altos níveis de testosterona no útero pode ter relação com a baixa sociabilidade da pessoa no futuro.  Por outro lado, um indivíduo exposto a altos níveis desta hormona durante a gestação teria maior capacidade de realizar tarefas que exigem habilidade de reconhecimento de padrões.De acordo com artigo publicado recentemente pela versão on-line da revista «New Scientist», a equipa liderada por Simon Baron-Cohen, do Centro de Investigação do Autismo de Cambridge, no Reino Unido, mediu os níveis de testosterona contido no fluído amniótico de 58 mulheres grávidas em 1996 e 1997.Quando as crianças atingiram um ano de idade, os cientistas detectaram que os bebés que foram mais expostos à testosterona tinham um vocabulário menor e faziam menos contactos visuais. E quando as crianças atingiram quatro anos de idade, os investigadores entrevistaram as mães a respeito dos interesses dos filhos e sobre o modo como lidavam socialmente. Novamente, as crianças mais expostas à testosterona tinham menos desenvoltura social, e os interesses dos rapazes eram mais restritos que os das raparigas, segundo relataram os investigadores no «Journal of Child Psychology and Psychiatry». O estudo de Baron-Cohen tenta perseguir a confirmação para a sua teoria, segundo a qual o nível de testosterona fetal instiga o desenvolvimento do cérebro em direcção a uma melhor habilidade para visualizar padrões e analisar tarefas sistémicas, que os homens tendem a ser melhores executores. Por outro lado, essas habilidades prejudicariam a capacidade de comunicação e empatia --geralmente mais desenvolvidas em mulheres. O cientista também espera encontrar respostas para o autismo, que acredita ser uma forma extrema de desenvolvimento do cérebro masculino.Segundo a «New Scientist», um rapaz tem quatro vezes mais probabilidades de ser autista do que uma rapariga. Além disso, os que apresentam o problema, basicamente têm dificuldades comunicação com o mundo exterior, mas são excelentes em reconhecimento de padrões. Baron-Cohen admite que os resultado obtidos até agora ainda são insuficientes para estabelecer uma relação de causa e efeito. No entanto, se as suas ideias estiverem correctas, os níveis de testosterona fetal podem estar fortemente relacionados com o autismo.  Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalista MNI-Médicos Na Internet  

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