Níveis elevados de urato podem reduzir risco de Parkinson

Estudo publicado na revista “Neurology”

19 janeiro 2016
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Os homens que têm níveis elevados de urato, também conhecido por ácido úrico, no sangue podem ser menos propensos a desenvolver doença de Parkinson, sugere um estudo publicado na revista “Neurology”.

 

O urato é formado quando outros químicos, denominados por purinas, são decompostos no organismo. As purinas podem ser encontradas nos alimentos, e algumas são componentes básicos do ADN. Alguns estudos têm sugerido que o urato pode desempenhar um papel protetor nas células cerebrais.

 

Para o estudo os investigadores da Universidade Estatal da Pensilvânia, nos EUA, contaram com a participação de um total de 90.214 indivíduos, que foram submetidos a testes sanguíneos para medição dos níveis de urato. Um total de 188 indivíduos que tinham desenvolvido doença de Parkinson após o início do estudo foram comparados com 1.267 indivíduos que não tinham desenvolvido a doença. Os resultados foram também comparados com os achados de três estudos anteriores.

 

O estudo apurou que os participantes com níveis de urato mais baixos tinham menos de 4.9 mg/dL e aqueles com níveis mais elevados tinham entre 6,3 to 9,0 mg/dL. Os níveis normais variavam entre 3,5 to 7,2 mg/dL.

 

Os investigadores constataram que os homens com os níveis mais elevados de urato eram quase 40% menos propensos de desenvolver doença de Parkinson, comparativamente com aqueles que apresentavam os níveis mais baixos.

 

Entre os pacientes com doença de Parkinson, 45 homens tinham os níveis mais elevados de urato e 58 tinham os níveis mais baixos. No grupo dos homens saudáveis, 111 apresentavam os níveis mais elevados de urato e 107 tinham os níveis mais baixos.

 

A análise dos resultados teve em conta fatores que poderiam influenciar o risco de doença de Parkinson, como idade, hábitos tabágicos e consumo de cafeína. Não se verificou qualquer relação entre o nível de urato nas mulheres e o desenvolvimento da doença de Parkinson.

 

“Estes resultados sugerem que o urato pode proteger contra a doença de Parkinson ou abrandar a progressão da doença em fases precoces da doença antes de os sintomas serem observados”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Xiang Gao.

 

O investigador refere que esta ideia é interessante, uma vez que os níveis de urato podem ser aumentados facilmente e economicamente. Contudo, isto tem de ser feito com algum cuidado uma vez que os níveis excessivamente elevados de urato podem causar cálculos renais e gota.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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