Níveis elevados de químicos nos protetores solares detetados na corrente sanguínea

Estudo publicado na “JAMA”

10 maio 2019
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Os níveis de quatro químicos aumentaram de forma significativa na corrente sanguínea de indivíduos que aplicaram protetor solar como indicado na embalagem do produto, indicou um estudo.
 
O estudo que foi liderado por David Strauss da agência federal Food and Drug Administration (FDA) dos EUA, contou com a participação de 24 voluntários adultos, selecionados de forma aleatória. 
 
Foi pedido aos voluntários que aplicassem um protetor solar em forma de spray, loção ou creme na pele, quatro vezes ao dia, durante quatro dias, em três quartos da sua superfície corporal. O ensaio decorreu num laboratório.
 
A FDA recolheu 30 amostras ao sangue de cada participante, durante uma semana, para verificar se os químicos presentes no protetor solar tinham sido absorvidos através da pele.
 
Como resultado, a equipa observou que após o uso dos protetores solares tinham aumentado os níveis de avobenzona, oxibenzona, ecamsule e octocrileno na corrente sanguínea dos voluntários.
 
“Existe definitivamente causa para preocupação porque, se pensarmos bem, com qualquer medicação que se compra, conta-se que tudo nela tenha sido testado, seja segura, seja eficaz”, comentou Kanade Shinkai numa nota preliminar ao estudo. “Isto nunca foi provado para o protetor solar”, acrescentou.
 
A maioria dos protetores solares contém químicos como oxibenzona, avobenzona e octocrileno para bloquear os raios nocivos. Contudo, estudos em animais sugeriram que aqueles químicos, em particular a oxibenzona, poderão interferir com os padrões hormonais normais nos humanos, disseram os investigadores da FDA no estudo.
 
Apesar dos resultados, os investigadores recomendam que não se deixe de usar protetor solar pois os perigos dos raios solares excedem o potencial risco apresentado por aqueles químicos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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