Níveis elevados de proteína c reactiva aumentam risco de enfarte agudo do miocárdio

Estudo publicado no "Neurology"

02 novembro 2009
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Elevados níveis de proteína C reactiva no sangue poderão aumentar o risco de enfarte agudo do miocárdio mas não de acidente vascular cerebral (AVC), revela um estudo publicado no "Neurology".

 

Para este estudo, investigadores da Columbia University Medical Center, em Nova Iorque, EUA, acompanharam durante oito anos 2.240 indivíduos com 40 ou mais anos e que não sofriam de AVC. No início do estudo, os participantes realizaram análises sanguíneas por forma a avaliar o níveis da proteína C reactiva, um marcador da inflamação. Foram também avaliados pelos investigadores os factores de risco para o enfarte agudo do miocárdio e para o AVC.

 

Durante o período de acompanhamento ocorreram 198 AVC, 156 eventos cardiovasculares e 586 mortes. O estudo revelou que os indivíduos com níveis de proteína C reactiva superiores a 3 mg por litro de sangue tinham uma probabilidade 70% maior de sofrerem de enfarte agudo do miocárdio e uma probabilidade 55% maior de morrerem do que os que tinham uma concentração de 1mg por litro.

 

Após terem tido em consideração os factores de risco, os investigadores concluíram que os níveis de proteína C reactiva não influenciavam o risco de AVC.

 

De acordo com os autores do estudo, os níveis de proteína c reactiva são influenciados pela actividade física, o consumo de tabaco e álcool e a diabetes. Desta forma, o líder do estudo, Mitchell Elkind, acrescenta que "se as pessoas adpoptarem um estilo de vida saudável, diminuem o risco de aparecimento de problemas cardíacos e, consequentemente, evitam a morte precoce".

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