Níveis elevados de colesterol HDL associados a menor risco de Alzheimer

Estudo publicado nos “Archives of Neurology”

20 dezembro 2010
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Elevados níveis de lipoproteínas de alta densidade (HDL), também conhecido por “bom colesterol”, parecem estar associados a um menor risco de doença de Alzheimer nos idosos, sugere um estudo publicado nos “Archives of Neurology”.

 

Os investigadores da Columbia University, EUA, explicam que níveis elevados de triglicerídeos e de colesterol total, bem como a doença de Alzheimer são muito frequentes nas sociedades ocidentais.

 

Neste estudo, os investigadores liderados por Christiane Reitz contaram com a participação de 1.130 indivíduos com 65 anos ou mais, que não tinham história passada de demência ou problemas cognitivos, para avaliar a associação entre os níveis de lípidos presentes no sangue e o aparecimento da doença de Alzheimer. Os investigadores definiram como elevado nível de colesterol HDL, 55 miligramas por decilitro ou mais.

 

Para determinar esta associação, foram obtidos dados das avaliações médicas, neurológicas e neuropsicológicas. Além disso, os investigadores atribuíram um diagnóstico de "provável" doença de Alzheimer, quando o início da demência não poderia ser explicado por outra patologia. O diagnóstico de "possível" doença de Alzheimer foi feito quando a causa mais provável de demência era devido a esta mesma condição.

 

Durante o período de acompanhamento, os investigadores constataram que houve 101 novos casos de doença de Alzheimer, dos quais 89 foram classificados como prováveis e 12 como possíveis. Foi também observado que elevados níveis plasmáticos de colesterol HDL estavam associados com um menor risco de doença de Alzheimer classificada como provável e possível, mesmo após os investigadores terem tido em conta factores de risco vascular e tratamentos para baixar os níveis lipídicos.

 

Os autores do estudo chamam atenção para o facto deste estudo ter sido realizado numa comunidade idosa multiétnica, com uma alta prevalência de factores de risco para mortalidade e de demência, sendo necessária assim alguma cautela na interpretação dos resultados. Por isso, os cientistas sublinham que os resultados não podem ser generalizados para grupos e indivíduos mais jovens ou para grupos de participantes com uma menor taxa de morbilidade.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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