Níveis elevados de colesterol associados a cancro da mama

Estudo apresentado no congresso "Frontiers in CardioVascular Biology 2014”

08 julho 2014
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Níveis elevados de colesterol no sangue estão associados ao desenvolvimento de cancro da mama, dá conta um estudo apresentado no congresso "Frontiers in CardioVascular Biology (FCVB) 2014", que teve lugar em Barcelona, Espanha.
 

"O nosso estudo preliminar sugere que as mulheres com elevados níveis de colesterol no sangue podem apresentar um maior risco de sofrer de cancro da mama. Abrindo assim a possibilidade de prevenir este tipo de cancro com a toma fármacos capazes de reduzir os níveis de colesterol, as estatinas ", revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Rahul Potluri.
 

Os estudos populacionais desenvolvidos nos últimos anos tinham sugerido que havia uma associação entre a obesidade e o cancro de mama. Na verdade, um estudo realizado em ratinhos concluiu que a redução de colesterol em circulação poderia ajudar a impedir ou mesmo tratar o cancro da mama.
 

Neste estudo os investigadores da Universidade de Aston, no Reino Unido, decidiram agora averiguar se havia uma associação entre elevados níveis de colesterol e cancro da mama. O estudo incluiu a participação de 664.159 mulheres, das quais 22.938 sofriam de hiperlipidemia (níveis elevados de colesterol no sangue) e 9.312 de cancro de mama, que foram acompanhadas ao longo de 14 anos. Cerca de 530 mulheres com hiperlipidemia desenvolveram cancro de mama.
 

O estudo apurou que as mulheres com hiperlipidemia apresentavam um risco 1,64 vezes maior de desenvolver cancro da mama.
 

"Descobrimos que as mulheres com elevados níveis de colesterol apresentam um risco maior de desenvolver cancro de mama. Este foi um estudo de observação, pelo que não podemos concluir que níveis elevados de colesterol sejam a causa do cancro de mama, mas a solidez desta associação justifica que a realização de investigações futuras", referiu o investigador.
 

Caso esta associação seja comprovada, os investigadores referem que o passo seguinte seria comprovar se a redução do nível de colesterol com estatinas pode reduzir o risco de desenvolver cancro da mama.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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