Níveis de vitamina D da população idosa estão a ser avaliados

Estudo da Universidade do Porto

06 abril 2016
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Os níveis de vitamina D dos idosos estão a ser alvo de um estudo dos investigadores da Faculdade de Ciências da Nutrição e da Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP).
 

O investigador Nuno Borges revelou à agência Lusa que "há suspeitas de que em Portugal possa haver um nível excessivamente elevado de pessoas com défice de vitamina D", com base em estudos realizados em países com condições semelhantes.
 

A carência desta vitamina, principalmente na população idosa, pode levar a problemas ósseos, uma vez que a sua ausência torna o osso mais frágil e mais suscetível de partir. "Contrariamente a todas as outras", a vitamina D pode ser produzida através da exposição solar. No entanto, Nuno Borges refere que, num país com as características de Portugal, a síntese entre outubro e abril é "praticamente inexistente".
 

A sua síntese depende da duração da exposição ao sol, do tom da pele da pessoa (quanto mais escura a cor da pele mais difícil é a síntese) e da inclinação dos raios solares.
 

De acordo com o investigador, este assunto é matéria de debate entre nutricionistas e dermatologistas "porque a mesma radiação que sintetiza a vitamina D é responsável, a longo prazo, pela incidência de melanoma, a forma mais grave de cancro de pele".
 

Quando a quantidade sintetizada não é suficiente, o organismo consegue aproveitar alguma vitamina D da alimentação, embora sejam muito poucos os alimentos que a contêm. A grande fonte encontra-se no peixe gordo – sardinha, cavala, salmão e atum –, mas atingir os níveis recomendados "implicaria um consumo quase diário", o que "não é desejável", disse Nuno Borges.
 

Outras opções são a gema de ovo, o fígado e o óleo de fígado de bacalhau – estes últimos dois ricos em vitamina D, mas pouco tolerados e pouco consumidos.
 

A existência de produtos reforçados com esta vitamina, nomeadamente o leite (em prática em alguns países do Norte) e o sumo de laranja (já aplicado nos Estados Unidos), pode ser outra alternativa, indicou o investigador.
 

Esta solução é, no entanto, incompleta, uma vez que a "fortificação por esse método só atingiria as pessoas que bebem leite" e em Portugal o consumo deste produto "tem diminuído 10% por ano".
 

Nuno Borges refere, como última possibilidade, a toma de medicação que contenha vitamina D, que pode ser tomada durante os meses de maior carência, ou seja, de outubro a março/abril.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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