Níveis de testosterona na grávida determinam capacidade de amamentar

Estudo publicado na “Acta Obstetricia and Gynacologica Scandinavica”

14 janeiro 2010
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Os níveis de testosterona da mulher durante a gravidez podem antever a capacidade de amamentar, sugere um estudo da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega, publicado na “Acta Obstetricia and Gynacologica Scandinavica”.

 

Os investigadores acompanharam 180 mulheres grávidas entre as quais se encontravam mulheres que apresentavam um risco de dar à luz bebés mais pequenos - uma situação que já se sabe ser influenciada por níveis mais altos de testosterona.

 

Para o estudo, a equipa teve em conta outros factores, tais como idade, educação e tabagismo. Ao analisar todos os dados, os cientistas verificaram existir uma relação clara entre as baixas taxas de amamentação entre os três e seis meses de vida do bebé e a presença na mãe de níveis elevados de testosterona.

 

A testosterona (hormona presente em níveis elevados no homem, mas que também está presente no circuito hormonal feminino) produz este efeito negativo ao afectar o tecido da glândula mamária que, por seu turno, afecta a amamentação, refere o estudo.

 

Citado pela BBC, Sven Carlsen, líder da equipa de investigadores, aconselha a mãe que enfrenta dificuldades na amamentação a não se sentir culpada, dado que o "bebé não vai sofrer se for alimentado com outro leite".

 

Em 2009, a mesma equipa também analisou 50 estudos internacionais sobre a relação entre amamentação e saúde. Com base neste trabalho, os investigadores concluíram que, quando comparados com outros tipos de leite, os benefícios da amamentação para a saúde do bebé podem ter sido exagerados.

 

"Estas diferenças na saúde não são tão importantes", afirmou Sven Carlsen à BBC.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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