Níveis de folato materno afetam obesidade infantil

Estudo publicado no “JAMA Pediatrics”

27 junho 2016
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Níveis adequados de folato durante a gravidez podem proteger as crianças de um risco futuro de obesidade, refere um estudo publicado no “JAMA Pediatrics”.
 
A obesidade é um problema de saúde sério que contribui para condições como doença cardíaca, acidente vascular cerebral e diabetes tipo 2. Durante a gravidez, a obesidade materna também aumenta o risco de várias complicações, nomeadamente morte fetal, anomalias congénitas e nascimento prematuro. Adicionalmente, os bebés nascidos de mães obesas apresentam risco de saúde a longo prazo, incluindo risco elevado de obesidade na infância. 
 
O folato, uma vitamina B essencial, reduz o risco de o feto ter defeitos no tubo neural, ou seja, malformações que afetam o cérebro, a coluna vertebral e espinal medula. O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças, nos EUA, aconselha as mulheres em idade fértil a tomarem 400 microgramas de ácido fólico para reduzir o risco deste tipo de defeitos.  
 
De forma a tentar perceber se os níveis de folato na gravidez poderiam afetar o risco futuro de obesidade infantil, os investigadores da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, analisaram os dados de 1.500 pares de mães e filhos (em que a idade das crianças variava entre os dois e os nove anos), incluindo informação recolhida antes, durante e após a gravidez. Os níveis de folato durante a gravidez foram medidos a partir de amostras de plasma armazenado e recolhido dois a três dias após o parto.
 
O estudo apurou que havia uma relação em forma de L entre os níveis de folato materno e a obesidade infantil, ou seja, quanto mais baixos eram os níveis de folato, maior o risco de obesidade infantil. Níveis de folato acima dos 20 nanomoles por litro (nm/L) não conferiram benefícios adicionais.
 
Os investigadores apuraram que as mães obesas tendiam a ter níveis mais baixos de folato em comparação com aquelas com peso normal. Contudo, quando apenas foram analisadas as mães obesas, verificou-se que os filhos cujas mães tinham níveis adequados de folato (pelo menos 20 nm/L) apresentavam um risco 43% menor de obesidade, comparativamente com as crianças cujas mães tinham níveis baixos de folato.
 
De acordo com os cientistas, estabelecer uma concentração de folato ótima em vez de mínima pode ser benéfica para as mulheres que planeiam ficar grávidas, especialmente para as mulheres obesas.
 
“O folato é bem conhecido por impedir defeitos no cérebro e na espinal medula no feto em desenvolvimento, mas os efeitos nas doenças metabólicas, como a diabetes e a obesidade, são menos conhecidos. Este estudo desvenda um possível efeito adicional do folato e identifica uma possível estratégia para a redução da obesidade infantil”, concluiu um dos autores do estudo, Cuilin Zhang.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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