Níveis de colesterol influenciam saúde cerebral

Estudo publicado no “JAMA Neurology”

07 janeiro 2014
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Elevados níveis do chamado “bom” colesterol e baixos do “mau” colesterol estão associados a níveis mais baixos da formação de placas beta-amilóide no cérebro, a qual está intrinsecamente associada à doença de Alzheimer, dá conta um estudo publicado na revista “JAMA Neurology”.
 
Há já algum tempo que a relação entre um elevado nível de colesterol e o aumento do risco de desenvolvimento desta doença neurológica é conhecida. No entanto, segundo o líder do estudo, Bruce Reed, este é o primeiro estudo que demonstra que há de facto uma associação entre os níveis de colesterol e a formação deste agregado proteico.
 
“Os padrões prejudiciais de colesterol podem estar diretamente a causar a formação de elevados níveis da proteína beta-amilóide, a qual é conhecida por contribuir para a doença de Alzheimer, da mesma forma que estes padrões promovem a doença cardíaca”, revelou, em comunicado de imprensa, o investigador.  
 
Assim como é possível influenciar a saúde do cérebro ao limitar os danos vasculares cerebrais, através do controlo da pressão arterial, o mesmo pode ser aplicado aos níveis de colesterol, defendem ainda os autores do estudo. 
 
Para o estudo, os investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, contaram com a participação de 74 indivíduos com 70 ou mais anos de idade. Do total, três dos pacientes tinham demência leve,  38 apresentavam uma deterioração cognitiva leve, e 33 eram cognitivamente saudáveis. 
 
Após terem medido os níveis de beta-amilóide nos participantes, os investigadores constataram que níveis mais elevados de colesterol LDL e níveis mais baixos de colesterol HDL estavam associados a uma maior acumulação de placas beta-amilóide no cérebro. Este é assim o primeiro estudo que mostra que há uma relação entre as frações de colesterol medidas no sangue e a formação de agregados beta-amiloide no cérebro. 
 
“Este estudo também sugere um método para a diminuição dos níveis da proteína beta-amilóide nos indivíduos de meia-idade, quando a acumulação desta proteína é iniciada. Se a modificação dos níveis de colesterol no início da vida reduzir mais tarde a formação de placas beta-amilóide no cérebro, poderíamos potencialmente reduzir a prevalência da doença de Alzheimer”, conclui Bruce Reed.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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