Níveis baixos de vitamina D associados a declínio da função cognitiva

Estudo publicado no “JAMA Neurology”

21 setembro 2015
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Níveis baixos de vitamina D estão associados a um declínio mais rápido das funções cognitivas dos idosos, particularmente em domínios como a perda de memória que estão associados à doença de Alzheimer e demência, sugere um estudo publicado no “JAMA Neurology”. 
 
Na opinião dos investigadores da Universidade de Rutgers e da Universidade de Califórnia, ambas nos EUA, estes achados amplificam a importância da identificação da insuficiência de vitamina D nos idosos, particularmente nos grupos de elevado risco, como os afroamericanos e hispânicos, que têm uma menor capacidade de absorver esta vitamina através da luz solar. Na verdade, para estes e outros indivíduos de pele mais escura, os níveis baixos de vitamina D deveriam ser considerados um fator de risco para demência.
 
Para o estudo, os investigadores contaram com a participação de cerca de 400 indivíduos, 50% dos quais eram caucasianos e 50% eram afroamericanos ou hispânicos. Os participantes tinham uma média de idade de 76 anos e eram cognitivamente normais, tinham défice cognitivo ligeiro ou demência. Os níveis séricos de vitamina D foram avaliados no início do estudo. 
 
A investigação apurou que 26% e 35% dos participantes tinham níveis deficientes e insuficientes de vitamina D, respetivamente. Entre os caucasianos, 54% tinha níveis baixos de vitamina D, comparativamente com 70% dos afroamericanos e hispânicos.
 
Ao longo dos cinco anos do período de acompanhamento, os indivíduos com níveis deficientes de vitamina D apresentaram um declínio da função cognitiva e memória episódica, que ocorreu duas a três vezes mais rápido do que aqueles com níveis normais desta vitamina. 
 
“Esperávamos observar um declínio nos indivíduos com níveis baixos de vitamina D. O que foi inesperado foi a rapidez com que os níveis baixos da vitamina D afetaram a cognição”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Charles DeCarli.
 
Por outro lado, os níveis de vitamina D não afetaram a memória semântica ou capacidade visoespacial. 
 
“Níveis insuficientes de vitamina D estão significativamente associados a um declínio mais rápido tanto da memória episódica como da função executiva, que correspondem a risco elevado da incidência da doença de Alzheimer. Este e outros estudos sugerem que já há dados suficientes para recomendar a toma de vitamina D em indivíduos com mais de 60 anos”, concluíram os investigadores.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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