Níveis baixos de ómega-3 associados a parto prematuro

Estudo publicado na revista “EBioMedicine”

08 agosto 2018
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As grávidas que apresentam níveis baixos de ácidos gordos de cadeia longa ómega-3 correm um risco de parto prematuro significativamente maior do que as grávidas com níveis superiores, indicou um estudo.
 
O estudo que foi conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Saúde Pública T.H. Chan da Universidade de Harvard, EUA, em colaboração com o Instituto Statens Serum, Dinamarca, apurou que as concentrações reduzidas de ácido eicosapentaenóico e de ácido docosahexaenóico (EPA+DHA,) durante o primeiro e segundo trimestre de gravidez, poderão constituir um forte fator de risco para o nascimento prematuro.
 
Os nascimentos prematuros constituem a principal causa de morte neonatal, estando ainda associados a deficiências cognitivas e a problemas metabólicos numa fase posterior da vida nos bebés sobreviventes.
 
Desde há várias décadas que se especula que o consumo de peixes de águas frias como as anchovas, o atum, o salmão e o bacalhau podiam reduzir o risco de parto prematuro. No entanto, os achados de estudos efetuados têm sido inconsistentes.
 
Para este estudo, os investigadores analisaram amostras de sangue recolhidas durante o primeiro e segundo trimestres de gestação, de 376 mulheres na Dinamarca que tinham tido um parto muito prematuro (antes das 34 semanas de gestação), entre 1996 e 2003, e de 348 mulheres que tinham tido uma gravidez de termo.
 
As análises às amostras demonstraram que as mulheres que se encontravam no quintil mais baixo dos níveis séricos de EPA+DHA, correspondendo a níveis iguais ou inferiores a 1,6% do total de ácidos gordos em plasma, apresentavam um risco de parto prematuro 10 vezes superior ao das grávidas nos três quintis mais elevados, cujos níveis de EPA+DHA eram de 1,8% ou mais.
 
Estes achados sugerem que as mulheres grávidas com níveis baixos de EPA+DHA deveriam consumir mais peixe ou tomar um suplemento de óleo de peixe para diminuir, potencialmente, o risco de parto prematuro.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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