Níveis altos de “bom colesterol” previnem doença de Alzheimer e outras demências

Estudo publicado na revista “Arteriosclerosis, Thrombosis and Vascular Biology”

31 agosto 2008
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Níveis elevados da lipoproteína de alta densidade (HDL), também conhecida por “bom colesterol”, podem prevenir a perda de memória e outros problemas neurológicos que antecedem doenças como Alzheimer e outras formas de demências, defendem cientistas europeus num estudo publicado na revista “Arteriosclerosis, Thrombosis and Vascular Biology”.
 

 

O estudo analisou 3.700 homens e mulheres britânicos, tendo os cientistas do Instituto Nacional de França para a Investigação Médica e da University College, de Londres, chegado à conclusão que a diminuição dos níveis de HDL está relacionada à perda de memória a partir dos 60 anos.
 

 

Para elaborar o estudo, os cientistas organizaram dois grupos, um dos quais com pessoas com uma média de 55 anos e outro com pessoas com uma média de 60 anos. A todos os voluntários foi pedido para que lessem 20 palavras e escrevessem em dois minutos as que se conseguissem lembrar.
 

 

Nos do grupo dos 55 anos, as pessoas que tinham níveis baixos de HDL registaram um risco 27% maior de perda de memória em relação às que tinham níveis mais altos do “bom colesterol”. Entre os de 60 anos, esse risco subiu para os 53%.
 

 

O estudo não investigou as razões pelas quais o “bom colesterol” protege a memória, mas verificou ser possível que o HDL previna a acumulação da proteína beta - amilóide nas regiões cerebrais responsáveis pelas funções cognitivas, tais como a memória e a linguagem.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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