Nicotina presente nas roupas, estofos e móveis é cancerígena

Estudo publicado na PNAS

12 fevereiro 2010
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Depois de o cigarro ser apagado, a nicotina fica impregnada nas roupas, tapetes ou nos estofos dos carros e reage com o ácido nitroso da poluição atmosférica, produzindo nitrosaminas cancerígenas, refere um estudo do Lawrence Berkeley National Laboratory, nos EUA, publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS).

 

De acordo com o estudo, as crianças são especialmente vulneráveis às nitrosaminas, que são geralmente absorvidas através da inalação de pó ou pelo contacto da pele com as almofadas, cortinas ou roupas.

 

Segundo os autores, a próxima fase da investigação tem por objectivo saber durante quanto tempo persistem as nitrosaminas no ambiente e se outras substâncias cancerígenas podem ser formadas a partir do fumo impregnado nas superfícies.

 

Vários estudos anteriores já tinham documentado os perigos do tabaco para fumadores activos e passivos, mas este estudo insere-se numa nova linha de investigação sobre os perigos para a saúde do denominado “fumo em terceira mão”.

 

Em comunicado enviado à imprensa, Laura Gandel, uma das líderes da investigação, referiu que fumar ao ar livre é melhor do que fumar em ambientes fechados, mas os resíduos permanecem na pele e nas roupas do fumador, que os transportará para o interior dos locais, espalhando-os. "O maior risco é para as crianças pequenas. A absorção de nicotina pela pele das crianças poderá ocorrer quando o fumador regressa, desde que haja ácido nitroso no ar, o que geralmente acontece."

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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