Neurotransmissor melhora tratamento do cancro

Estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”

12 dezembro 2011
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O neurotransmissor dopamina pode ser utilizado para aumentar a eficácia dos fármacos anti-cancerígenos e da radioterapia, sugere um estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
 

Para este estudo, os investigadores do Ohio State University Comprehensive Cancer Center, nos EUA, utilizaram modelos de animais de cancro da mama e da próstata tendo observado que injecções do neurotransmissor dopamina podem ter efeito positivo sobre o fluxo sanguíneo, assim como sobre a acção de fármacos anti-cancerígenos ao duplicar a concentração do fármaco no tumor e, desse modo, aumentar a sua eficácia. O aumento do fluxo sanguíneo também aumentou os níveis de oxigénio no tumor, uma condição que melhora a eficácia da quimioterapia e radioterapia.

 

O estudo também revelou que a dopamina tem um papel importante na manutenção da normal estrutura dos vasos sanguíneos, através do receptor D2 da dopamina, que está presente nas células dos vasos sanguíneos denominadas por células endoteliais e pericitos.
 

Os vasos sanguíneos que se desenvolvem dentro dos tumores são estruturalmente anormais e não são eficazes no fornecimento de sangue às células tumorais. Isto dificulta a acção dos agentes quimioterápicos, e priva as células tumorais de oxigénio. Esta privação de oxigénio torna as células tumorais mais resistentes à quimioterapia e radiação. Os investigadores observaram que o tratamento com dopamina normaliza a estrutura destes vasos sanguíneos, o que demonstra o papel importante que este neurotransmissor tem na sua remodelação.  
 

Em comunicado enviado à imprensa o líder do estudo, Sujit Basu, revelou que, “o nosso estudo indica que a utilização de dopamina no tratamento do cancro, e talvez noutras doenças, pode melhorar a resposta terapêutica. Acrescentando que, “a dopamina e os compostos relacionados já são utilizados para o tratamento de outras doenças. Este fármaco, relativamente pouco dispendiosos, podem ser aplicados com facilidade ao tratamento do cancro para aumentar a resposta terapêutica da quimioterapia e radioterapia.”

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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