Neuroblastoma: nanopartículas aumentam eficácia do tratamento

Estudo publicado na revista “Chemical Communications”

26 novembro 2012
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Investigadores australianos desenvolveram uma nanopartícula capaz de aumentar a eficácia da quimioterapia utilizada no tratamento do neuroblastoma, revela um estudo publicado na revista “Chemical Communications”.
 

O neuroblastoma é um tumor pediátrico que deixa muitas vezes os sobreviventes com problemas de saúde prolongados devido às elevadas doses de quimioterapia que são utilizadas no seu tratamento. Desta forma a descoberta de algo que conseguisse reduzir estas doses poderia ajudar as crianças afetadas por este tumor congénito.
 

Neste estudo os investigadores da University of New South Wales, na Austrália desenvolveram uma nanopartícula não tóxica capaz de transportar e libertar óxido nítrico nas células tumorais. “Quando injetamos o fármaco quimioterápico nas células do neuroblastoma que tinham sido previamente tratadas com a nova nanopartícula, verificámos que apenas necessitávamos de um quinto da dose habitual”, revelou, em comunicado de imprensa, o coautor do estudo Cyrille Boyer.
 

“Através do aumento da eficácia dos fármacos quimioterápicos poderemos reduzir significativamente os efeitos secundários que atingem as células e os tecidos circundantes saudáveis”, acrescentou o investigador.
 

O efeito sinergístico aqui encontrado já tinha sido reportado noutros estudos, contudo os compostos testados eram potencialmente tóxicos, pouco estáveis e tinham um tempo de vida limitado.
 

No entanto, estas novas nanopartículas não são tóxicas e têm um tempo de vida que varia entre dois dias a mais de duas semanas. Os autores do estudo explicam ainda que o óxido nítrico é uma molécula importante que está envolvida em vários processos físicos e mentais. Deficiências nestas moléculas têm disso associadas com um aumento da suscetibilidade ao cancro, fibrose do fígado, diabetes, doenças cardiovasculares e neurodegenerativas.
 

“Se conseguirmos restaurar os níveis de óxido nítrico com estas nanopartículas poderá haver um grande impacto nas doenças associadas com níveis deficientes de óxido nítrico”, acrescentou o investigador.
 

Os investigadores revelaram que o próximo passo é testar estas nanopartículas noutras linhas celulares, como cancro do pulmão e do colón, e avançar para a realização de ensaios in vivo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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