Nenhuma farmácia aderiu à venda de medicamentos em unidose

Declarações do bastonário da Ordem dos Farmacêuticos

11 janeiro 2010
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A adesão à venda de medicamentos em unidose, seis meses após a entrada em vigor da lei, não foi verificada em nenhuma farmácia hospitalar ou de oficina em Portugal, revelou à agência Lusa a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed).

 

Nesta primeira fase, a dispensa de medicamentos em quantidade individualizada ficou limitada às farmácias da região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

 

No entanto, seis meses após a entrada em vigor da legislação, que aconteceu em 7 de Julho de 2009, "ainda nenhuma farmácia da região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo manifestou, junto do Infarmed, vontade de aderir", informou a Autoridade do Medicamento.

 

De acordo com o bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Maurício Barbosa, a venda de medicamentos em "unidose" não teve adesão da parte dos vários intervenientes no processo, da indústria às farmácias e aos médicos, por implicar uma mudança profunda em todo o circuito.

 

"Há um sistema organizado que não se altera por diploma. Tem de haver um circuito de medicamento para a unidose. É uma mudança drástica, absoluta", explicou Maurício Barbosa.
 

"Não existe processo de unidose na produção, não houve dispensa de medicamentos em unidose [nas farmácias] e também não houve prescrições" pelos médicos, adiantou o bastonário.
 

Mauríco Barbosa acrescentou ainda que o actual sistema pode ser melhorado, mas que uma mudança radical não pode ser realizada por portaria, uma vez que implica "elevados investimentos".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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