National Geographic destaca risco de repetição de sismo como o de 1755
03 setembro 2004
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A actividade no sistema de placas subterrâneas que terá sido responsável pelo tremor de terra de 1755 continua a evidenciar-se, podendo por isso repetir-se um novo abalo de características devastadoras na Península Ibérica, destaca a National Geographic.Citando um estudo recente, a revista noticia na sua edição «on-line» que os limites da placa ao sul da península ibérica «não está bem definida», causando actividade tectónica que pode ser responsável por novos abalos.A revista explica que o estudo sugere que o devastador tremor de terra que atingiu Lisboa em 1755 - com uma magnitude de 8,7 na escala de Richter, e cujas causas são ainda pouco claras - poderá ter sido causado por um processo em que a litosfera (a camada sólida exterior do planeta) oceânica terá «mergulhado» sob a litosfera continental.«O estudo mostra actividade contínua nesse sistema de placas, suscitando receios de que um novo tremor de terra pode atingir a região com consequências potencialmente devastadoras - ainda que provavelmente não durante muitos anos», escreve a National Geographic aludindo a um artigo da revista Science.Marc-Andre Gutscher, do Instituto Europeu de Estudos Marítimos em Plouzane, França, e autor do estudo relembra que o tremor de terra de 1755 foi 20 vezes mais forte que o tremor de terra de São Francisco, em 1906. «A placa africana está a movimentar-se cerca de quatro milímetros por ano em direcção oestes-noroeste para a Ibéria», explica Gutscher. «Ao mesmo tempo parte dessa placa africana está a afundar-se na segunda cama da crosta do planeta», sustenta.A National Geographic refere que a opinião de Gutscher não é partilhada por todos os cientistas, como é o caso de Alastari Dawson, professor de geologia na Universidade de COverty, em Inglaterra - «Centra-se muito no golfo de Cádiz, mas quase todos os documentos e análises existes sugerem que o epicentro de 1755 foi a oeste de Portugal, na bacia do oceano», disse.Fonte: Lusa

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