Nascimentos por Procriação Medicamente Assistida aumentam

Dados do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida

26 setembro 2012
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A percentagem de nascimentos por técnicas de Procriação Medicamente Assistida (PMA) quase duplicou em 2010, em relação ao ano anterior, indica um documento do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA).
 

O documento do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA) refere que, em 2010, nasceram 1.952 crianças através das técnicas mais complexas de PMA: Fertilização In Vitro (FIV), Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI), Transferência de Embriões Criopreservados (TEC), Doação de Ovócitos (DO) e Diagnóstico Genético Pré-Implantação (DGPI).
A este número acrescem 269 crianças nascidas de Inseminação Intra-Uterina (IIU).
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que o documento dá conta da atividade dos 24 centros que praticam técnicas de PMA em Portugal, o CNPMA indica que 2,2% das crianças nascidas em Portugal em 2010 resultaram da aplicação de técnicas de PMA. Isto significa que houve um aumento de 35,5 % de recém-nascidos, comparativamente aos resultados de 2009. Um “número mais uma vez influenciado pela melhoria significativa da recolha dos dados do desfecho das gestações”.
 

A este aumento “não será alheio o aumento da capacidade de resposta dos centros públicos (quer por início de atividade, quer por ampliação das infraestruturas dos centros já em funcionamento)”, diz o documento.
 

Este balanço aponta para uma percentagem global de gestação clínica por ciclo de tratamento iniciado de FIV de 31,7 % e de ICSI de 29,0 %.
 

A percentagem de parto por ciclo iniciado de FIV foi de 24,1 % e de ICSI de 22,4 %, valores que são “superiores às últimas taxas médias de sucesso a nível europeu publicadas”.
 

O CNPMA sublinha a “acentuada subida da proporção de partos por ciclo, em relação a 2009, que tem que ver com a redução drástica do número de casos perdidos para follow-up”.
 

“Houve uma redução da proporção de partos gemelares e consequente aumento dos partos de recém-nascido único, em comparação com os resultados de 2009, mas assinalou-se o facto de ter havido ainda uma proporção excessivamente elevada de gravidezes trigemelares”, refere o documento.
 

O Conselho considera que “ainda persistiram percentagens inaceitáveis, do ponto de vista das boas práticas médicas, de transferência de três ou mais embriões”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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