Nascimento de bebés prematuros está a aumentar

Alerta da Fundação Europeia para os Cuidados do Recém-Nascido

08 novembro 2012
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O número de bebés prematuros tem vindo aumentar nos últimos anos, nascendo, em Portugal, por ano, cerca de 1.000 bebés com menos de 32 semanas, alertou um membro da Fundação Europeia para os Cuidados do Recém-Nascido.
 

A especialista Hercília Guimarães revelou que ainda não foi identificada a principal causa deste aumento de prematuridade, mas acredita-se que o crescente número de bebés prematuros esteja relacionado com fatores como “infeções intrauterinas”, “hábitos da vida moderna”, “mães fumadoras” e “stresse”.
 

Hercília Guimarães referiu à agência Lusa que a prematuridade tem registado um aumento global na ordem dos “20 a 30 %”, números aos quais Portugal não foge e que “um em cada 10 bebés nasce prematuro”.
 

Portugal, Grécia, Hungria, Inglaterra e o País de Gales são países nos quais se registam aumentos de prematuros acima da média europeia, identificou a ex-presidente da Sociedade Portuguesa de Neonatologia e atual chefe do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina do Porto.
 

A especialista alerta o Governo e os hospitais para uma mudança de paradigma no tratamento daquele problema social.
 

“É preciso fazer perceber aos serviços hospitalares, aos serviços de saúde, aos ministérios, ao Governo e a quem tem poder que é preciso modificar os hospitais, é preciso que os hospitais (…) tenham condições para receber o pai, a mãe, a família”.
 

De acordo com o membro da Fundação Europeia para os Cuidados do Recém-Nascido, “cada vez mais os cuidados devem ser centrados no desenvolvimento e na família, com os pais cada vez mais junto dos filhos a cuidar deles em parceria com os profissionais”.
 

O Dia Mundial da Prematuridade, que se assinala a 17 de novembro, visa de certo modo “chamar a atenção para um problema que existe” e que pode ter consequências muito pesadas para a sociedade, caso não seja feito tudo o que é necessário para tratar e proteger da melhor maneira estes bebés”, argumenta.
 
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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