Nascem mais rapazes nos países do Sul da Europa
28 abril 2002
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Os casais portugueses que desejam ter filhos, e que preferem rapazes, parecem estar localizados na melhor região geográfica para realizar esse desejo. Depois de analisarem 50 anos de dados da Organização Mundial de Saúde, investigadores malteses adiantam hoje na revista "British Medical Journal" que nos países europeus localizados mais a sul - Portugal, Espanha, Grécia, Itália, Malta e Bulgária - nascem mais rapazes do que nos outros países europeus. Já na América do Norte, o fenómeno é inverso e os meninos preferem nascer mais a norte, no Canadá.
 

 

Já se sabia que nos mamíferos, em geral, e nos humanos, em particular, os nascimentos masculinos são sensivelmente superiores aos femininos. Mas a razão para nascerem mais rapazes no Sul da Europa do que no Norte mantém-se inexplicável. A equipa do Hospital Saint Luc, em Malta, coordenada por Victor Grech, quis saber quais são as regiões da Terra onde nasciam mais rapazes. E se existem alguns factores condicionantes por trás desse fenómeno. Na tentativa de responder à primeira questão, a equipa encontrou dados curiosos.
 

 

Os investigadores malteses verificaram que nos países da Europa mediterrânica nascem mais rapazes que na Europa Central ou do Norte. Mas no continente norte-americano ocorre uma situação inversa, pois nascem mais rapazes no Canadá que no México. Os resultados mostram-se algo confusos.
 

 

"As latitudes dos países da Europa Central e do Sul são equivalentes às dos Estados Unidos. Mas naqueles países europeus o número de nascimentos de rapazes é superior aos ocorridos nos Estados Unidos", diz o artigo científico. "Por outro lado, os países europeus nórdicos têm latitudes idênticas à do Canadá. Apesar do número de nascimentos masculinos ser ligeiramente maior nos países europeus nórdicos do que no Canadá, este tem mais nascimentos masculinos que os Estados Unidos ou o México", prossegue o artigo.
 

 

Por isso, não há uma regra que permita aos investigadores estabelecer uma relação entre os nascimentos e a localização geográfica. Fica uma única certeza: nos países da Europa mediterrânica, a diferença entre os nascimentos masculinos e femininos é bastante mais acentuada do que nas outras regiões.
 

 

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