Narcolepsia: a doença da sonolência excessiva

Doença do sono afecta quase 5 mil portugueses

24 fevereiro 2003
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Uma doença incapacitante e socialmente incompreendida, um medicamento comparticipado em apenas 40 por cento pelo Estado e a impossibilidade de muitos doentes pagarem o tratamento, que pode chegar aos cem euros por mês, todos os meses do ano. É o drama de quem tem uma doença crónica chamada narcolepsia. Calcula-se que 4700 portugueses sejam narcolépticos, mas só cinco a dez por cento estão diagnosticados.
 

 

Sabe-se hoje que esta doença neurológica rara afecta 47 em cada cem mil habitantes na Europa, como mostrou um estudo sobre a sua prevalência realizado em cinco países europeus (Reino Unido, Alemanha, Itália, Portugal e Espanha). Em Portugal a investigação foi coordenada pela neurologista Teresa Paiva, que dirige a Consulta do Sono no Hospital de Santa Maria. Resultados foram publicados em Junho na Neurology.
 

 

O tratamento, no entanto, é caro e há doentes que não podem pagá-lo. O único medicamento (de nome comercial Modiodal) que existe para combater a sonolência excessiva, um dos principais sintomas da narcolepsia, custa 94 euros (cada caixa de 30 comprimidos) e só é comparticipado em 40 por cento pelo Estado português. Quem precisa, por exemplo, de tomar dois comprimidos por dia chega a gastar mais de cem euros por mês. Uma situação que contrasta com a da maioria dos países europeus, onde a comparticipação estatal se situa entre os 75 e os cem por cento. Em França, por exemplo, a comparticipação do medicamento é total, desde que seja receitado por neurologistas. O Modiodal, cuja molécula activa (modafinil) estimula a vigília, é comercializado em Portugal pela ANEID, Produtos Farmacêuticos, desde 1997.
 

 

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