Não quer envelhecer?

Então, seja optimista

19 setembro 2004
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Pode não ser tão jovem quanto sente, mas um estudo recente descobriu que a atitude positiva em relação à vida pode atrasar o envelhecimento.
 

A Universidade do Texas constatou que as pessoas optimistas têm menos probabilidade de mostrar sinais de debilidade do que os pessimistas.
 

Segundo os investigadores, factores psicológicos – assim como os genes e a saúde física – têm influência sobre o envelhecimento.
 

A equipa do Texas fez testes em 1.558 pessoas mais velhas da comunidade de americanos de origem mexicana com o objectivo de encontrar ligações entre emoções positivas e problemas de saúde.
 

No início do estudo, que durou sete anos, todos os voluntários estavam em bom estado de saúde.
 

Os investigadores avaliaram o desenvolvimento da debilidade física, tendo como medida de comparação a perda de peso dos participantes, exaustão, velocidade ao caminhar e força física.
 

O estudo, publicado no jornal Psychology and Aging, refere que as pessoas com uma visão positiva da vida tinham uma probabilidade significativamente menor de ter problemas nessas áreas. Segundo os cientistas, são necessárias novas estudos para determinar por que razões existem essas ligações. Mas, especulam que as emoções positivas podem afectar directamente a saúde já que alteram o equilíbrio químico do corpo.
 

Outra possibilidade é que a atitude mais optimista pode afectar directamente a saúde dado ser mais provável que, por se ser optimista, a pessoa é mais bem-sucedida na vida.
 

«Acredito que existe uma ligação entre corpo e mente e que os nossos pensamentos, atitudes e emoções afectam o funcionamento físico, e a saúde em geral, por mecanismos directos, como a imunidade, ou indirectos, como as redes de apoios sociais», disse à BBC o líder da investigação, Glenn Ostir.
 

Um outro estudo publicado no mesmo jornal também sugere que o desempenho físico pode ser influenciado pela atitude mental.
 

Uma equipa da Universidade do Estado da Carolina do Norte fez testes de memória a 153 pessoas de idades diferentes que tinham sido expostas a palavras positivas ou negativas para descrever estereótipos em relação ao envelhecimento. As palavras negativas incluem confuso, estranho, débil e senil. Entre as palavras positivas estão completo, activo, digno e distinto. Os resultados mostraram que o desempenho da memória dos adultos mais velhos é pior quando são impregnados com estereótipos negativos.
 

Mas houve uma diferença muito menor de desempenho entre jovens e pessoas mais velhas que tinham sido impregnadas com estereótipos positivos.
 

Para os investigadores envolvidos, este estudo sugere que se os mais velhos forem tratados como membros competentes e produtivos da sociedade, o desempenho deles também será melhor.
 

«Pode haver factores de situação social que podem ter um forte impacto no desempenho de memória de um adulto mais velho», explicou o chefe da investigação, Thomas Hess.
 

«Pode ser muito subtil. As pessoas podem intuir indicações negativas no seu ambiente, as quais sugerem que não são capazes e, como resultado, não terão bom desempenho».
 

E concluiu: «Pode ser que, se as pessoas conseguirem eliminar esses pensamentos negativos, terão um desempenho muito melhor, e que a atitude positiva promova o funcionamento efectivo.»
 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

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