"Não perca tempo - o enfarte não pode esperar!"

Declarações da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular

07 maio 2012
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A população portuguesa não está informada nem sobre o sintomas de um enfarte agudo do miocárdio nem sobre o modo de atuação correto, de acordo com o presidente da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC).

 

“Um dos problemas graves é que as pessoas quando têm enfarte muitas vezes não reconhecem os sintomas, demoram muito tempo até pedir ajuda e depois dirigem-se pelos próprios meios para o hospital”, adiantou Hélder Pereira.

 

Por isso, a campanha intitulada "Não perca tempo - o enfarte não pode esperar!", que é europeia e que arrancou em abril, visa passar a todos a mensagem de que, em caso de enfarte, não se pode perder tempo, e esclarecer quais são os sintomas e o melhor modo de atuação.

 

O médico explicou que o enfarte agudo do miocárdio resulta de um coágulo que se forma numa artéria do coração e que depois rebenta, fazendo com que a parte do músculo cardíaco irrigado por essa artéria deixe de receber oxigénio e vá morrendo aos poucos.

 

“Costuma-se dizer que no enfarte, o tempo é músculo porque quanto mais tempo passa, mais músculo cardíaco morre e não recupera”, revelou à agência Lusa Hélder Pereira.

 

Se pelo contrário, adiantou, for possível logo na primeira hora realizar uma angioplastia (procedimento que visa desobstruir a artéria), “há praticamente uma recuperação completa e não há grandes consequências nessa área”.

 

“Há medida que o tempo passa, vão morrendo mais células e maiores são as consequências, sobretudo ao nível de mortalidade. Por cada 15 minutos que ganhamos são menos seis vidas que se perdem por cada mil pessoas com enfarte”, acrescentou Hélder Pereira.

 

O responsável da APIC disse ainda que o número de enfartes em Portugal ultrapassará os 10 mil, mas apontou que não há um registo de todos os doentes com enfarte no país, nem das pessoas que morrem na sequência de um enfarte do miocárdio.

 

Lembrou ainda os principais sintomas de um enfarte: “dor no peito, às vezes descrita como pressão ou um aperto, que pode irradiar para os braços, para o pescoço ou para as costas, às vezes acompanhada de náuseas e de vómitos”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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