Não ligou o nome à pessoa?

A culpa é do seu cérebro

27 fevereiro 2004
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É daqueles que frequentemente não consegue lembrar-se do nome de alguém? Se é um destes, já pode apontar o responsável: as regiões do cérebro ligadas à aprendizagem.Recorrendo a técnicas sensíveis de visualização das imagens do cérebro, os investigadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles puderam revelar a estrutura cerebral em forma de espiral responsável pela aprendizagem de novas memórias – o hipocampo – e identificar as subdivisões que entram em acção durante a associação nome/rosto.«O grande centro para o aprendizagem de novas memórias é dividido em sub-regiões, e cada uma delas parece ter um papel diferente durante a aprendizagem», explicou a autora do estudo, Susan Y. Bookheimer, à agência Reuters. A equipa usou uma técnica denominada imagem de ressonância magnética funcional para registar a actividade cerebral dos voluntários no momento em que tomavam conhecimento do nome de novos rostos. O exame era repetido mais tarde, quando lhes era pedido para que se lembrassem deles. Os investigadores usaram uma técnica que desenrola o hipocampo visualizado num «mapa plano», permitindo que estudassem a actividade na estrutura das subdivisões. Por ali, descobriram que certas sub-regiões parecem vitais para a aprendizagem de uma nova associação (um determinado nome vai para uma certa pessoa), enquanto uma área diferente é especialmente importante para «resgatar» a nova memória («Eu conheço este rosto... como é que se chama?»). As descobertas também poderiam ajudar na compreensão da natureza das falhas de memória em problemas como a doença de Alzheimer, segundo Bookheimer. A esperança, conforme a cientista explicou, é usar as avançadas técnicas de imagem para visualizar as mudanças recentes no cérebro que acompanham doenças como o Alzheimer. «Se pudermos entender como cada uma das sub-regiões do hipocampo deve operar, podemos ser capazes de detectar subtis colapsos num estado precoce, o suficiente para beneficiar pacientes com novos tratamentos e intervenções», observou.Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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