Nanotecnologia identifica patogénios de difícil deteção

Estudo publicado na “PLoS ONE”

12 abril 2012
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Investigadores americanos desenvolveram uma técnica que pode ajudar os médicos a detetar mais rápida e eficazmente os patogénios associadas à doença inflamatória do intestino, incluindo a doença de Crohn, dá conta um estudo publicado na “PLoS ONE”.

 

A nova técnica, baseada em nanopartículas, também pode ser utilizada na deteção de outros microrganismos que são capazes de se esconder no tecido humano e de reprogramar as células para escaparem da ação do sistema imunitário. Apesar de já existirem alguns testes capazes de detetar este tipo de microrganismos, estes são muito morosos e podem atrasar o início do tratamento em algumas semanas ou até meses.

 

Neste estudo os investigadores da University of Central Florida, nos EUA, desenvolveram um método que utiliza nanopartículas que contêm marcadores de ADN para microrganismos específicos. Esta técnica, para além de ser mais eficaz e precisa do que atuais métodos, permite obter resultados em poucas horas.

 

Para este estudo os investigadores utilizaram nanosensores magnéticos  que permitem detetar quantidades muito pequenas de ADN de patogénios, . Quando este tipo de nanosensores se liga ao ADN do patogénios, é gerado um sinal de ressonância magnética que é amplificado pelas moléculas de água que envolvem a nanopartícula. Os investigadores podem assim ler as alterações nos padrões magnéticos num dispositivo eletrónico portátil, como um smartphone, e determinar se a amostra está infetada com um determinado patogénio.

 

Os investigadores utilizaram a Mycobacterium avium spp. paratuberculosis, um microrganismo associado ao aparecimento da doença de Johne nos bovinos e de Crohn, nos humanos, para testar esta nova técnica.

 

No ano passado os investigadores liderados por J. Manuel Pérez descobriram, inesperadamente, a capacidade de os nanosensores magnéticos se ligarem ao ADN e agora demonstraram que estes podem ser a base de um método rápido e eficaz para a identificação de microrganismos de difícil deteção.

 

Assim, com esta nova técnica os profissionais de saúde podem detetar até que ponto a doença está disseminada e por outro lado os pacientes podem começar o tratamento mais rapidamente.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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