Nanopartículas revolucionam vacinas

Estudo publicado na “Science Translational Medicine”

30 setembro 2013
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Investigadores americanos desenvolveram um novo tipo de nanopartículas que protegem as vacinas para que estas consigam permanecer tempo suficiente nas superfícies das mucosas do organismo, nomeadamente nos pulmões, trato gastrointestinal e reprodutivo, e consigam gerar uma resposta imunológica eficaz, dá conta um estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”.
 

Este tipo de vacinas poderá ajudar a proteger contra o influenza e outros tipos de vírus que atacam o sistema respiratório ou impedir as doenças sexualmente transmissíveis causadas pelo VIH, vírus do herpes e pelo vírus do papiloma humano.
 

De forma a tentar aumentar a eficácia das vacinas de aerossóis que muitas vezes são eliminadas antes de conseguirem ativar o sistema imunológico, os investigadores do MIT, nos EUA, basearam-se em nanopartículas desenvolvidos por eles há cerca de dois anos.
 

Os fragmentos proteicos das vacinas foram encapsulados em esferas constituídas por várias camadas lipídicas que se unem entre si com grande afinidade. Isto permite que as partículas resistam à desintegração, uma vez atingindo os pulmões.
 

A utilização deste tipo de veículo de transporte do conteúdo da vacina permite que este permaneça o tempo suficiente nos pulmões para que as células imunes interajam com estas proteínas e as apresente aos linfócitos T. A ativação das células T é um passo essencial para que o sistema imunológico forme uma memória contra o conteúdo proteico da vacina e que consequentemente responda mais tarde à infeção.
 

Em estudos realizados em ratinhos os investigadores, liderados por Darrell Irvine, observaram que a utilização deste tipo de nanopartículas era eficaz na contenção da infeção testada. Este tipo de partículas também se mostrou eficaz no transporte de vacinas tumorais, estimulando de uma forma eficaz os sistema imunológico e a posterior destruição dos tumores.
 

“Este é um bom exemplo de um projeto em que a mesma tecnologia pode ser aplicada ao cancro e a doenças infeciosas”, conclui Darrell Irvine.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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