Nanoesponjas absorvem toxinas prejudiciais

Estudo publicado na “Nature Technology”

17 abril 2013
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Investigadores americanos desenvolveram nanoesponjas capazes de remover uma vasta gama de toxinas prejudiciais da corrente sanguínea, incluindo as produzidas pelo Staphylococcus aureus resistente à meticilina (SARM), Escherichia coli e veneno de abelhas e serpentes, dá conta um estudo publicado na “Nature Technology”.
 

O estudo refere que estas nanoesponjas conseguem neutralizar as toxinas que destroem as células através da produção de orifícios nas suas membranas. Contrariamente às outras antitoxinas, que necessitam de ser sintetizadas para cada tipo de toxina, estas nanoesponjas conseguem absorver uma vasta gama de toxinas, independentemente das suas estruturas moleculares.
 

“Esta é uma nova forma de eliminar toxinas da corrente sanguínea. Em vez de produzir tratamentos específicos para cada toxina, estamos a desenvolver uma plataforma que pode neutralizar toxinas de uma vasta gama de patogénicos, incluindo o SARM e outras bactérias resistentes aos antibióticos”, revelou, em comunicado de imprensa, o principal autor do estudo, Liangfang Zhang.
 

De forma a conseguir que invadissem o sistema imunológico e que permanecessem em circulação, os investigadores da University of California, nos EUA, envolveram as nanoesponjas com membranas dos eritrócitos. Estas células do sistema imunológico são um dos primeiros alvos das toxinas.
 

Como as nanoespenojas ficam com a aparência dos eritrócitos, as toxinas são atraídas para estas estruturas que as conseguem absorver e desviar dos seus alvos celulares.
 

Os investigadores referem que cada nanoesponja tem um diâmetro aproximadamente de 85 nanometros sendo constituídas por um polímero biocompatível que é envolto em segmentos das membranas celulares dos eritrócitos. A membrana de um eritrócito pode ser utilizada na produção de cerca de 1000 nanopesponjas, as quais são 3000 mil vezes mais pequenas que um eritrócito.
 

As experiências realizadas em ratinhos demonstraram que a administração da toxina produzida pelo Staphylococcus aureus resistente à meticilina e de nanoesponjas, numa proporção de 70:1, neutralizou as toxinas, não tenho sido observado nenhum dano colateral. Os investigadores esperam agora prosseguir com os ensaios clínicos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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