Nanodiamantes podem melhorar tratamento contra o cancro

Estudo publicado na “Science Translational Medicine”

14 março 2011
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Investigadores americanos conseguiram melhorar a administração de agentes quimioterápicos através da sua acoplação a diamantes de tamanho muito reduzido, dá conta um estudo publicado no “Science Translational Medicine”.
 

Dean Ho, professor de engenharia bioquímica e mecânica na Northwestern University, acredita que o nanodiamante pode ser uma alternativa eficaz à administração de fármacos em cancros de tratamento difícil. Segundo aos autores do estudo, a resistência do cancro à quimioterapia contribui para a falha de tratamento em mais de 90% dos tumores com metástases.
 

Os nanodiamantes são materiais baseados em carbono que têm cerca de 2 a 8 nanómetros. A superfície de cada nanodiamante tem grupos funcionais que permitem que estes se liguem a uma gama de compostos, incluindo os agentes da quimioterápicos.
 

Para este estudo os investigadores acoplaram aos nanodiamantes um composto comummente utilizado na quimioterapia, o doxorrubicina, tendo conseguido superar a resistência aos fármacos associada a cancros da mama e do fígado.
 

Nos seus estudos, os investigadores liderados por Dean Ho administraram a um grupo de ratinhos doses habitualmente letais de doxorrubicina associadas aos nanodiamantes, enquanto outro grupo foi injectado com um fármaco livre. Verificou-se que a administração do complexo permitiu diminuir o tamanho do tumor e aumentar a taxa de sobrevivência sem apresentar efeitos secundários nos tecidos ou nos órgãos.
 

O estudo também constatou que a administração do agente acoplado aos nanodiamantes não apresentava qualquer efeito negativo no número de leucócitos. Isto é especialmente importante no tratamento do cancro pois, se a contagem de leucócitos descer para valores muito reduzidos, o tratamento tem que ser interrompido devido ao risco de complicações graves.
 

Em comunicado enviado à imprensa, Dean Ho conclui que “este método poderia melhorar significativamente a eficácia do tratamento do cancro resistente aos medicamentos e aumentar, ao mesmo tempo, a segurança do tratamento”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A

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