Na pista da infidelidade feminina

Genética explica as facadinhas

02 fevereiro 2005
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Factores genéticos influenciam a infidelidade feminina e o número de parceiros sexuais que as mulheres têm durante a vida, afirmam cientistas britânicos.
 

 

Até chegarem a esta conclusão, os cientistas avaliaram as respostas de 1.600 pares de mulheres gémeas com uma média de 50 anos. O questionário era confidencial, e apenas tinha por intuito entender o possível impacto dos genes no comportamento.
 

 

«Descobrimos que cerca de 40 por cento dos factores que influenciam o número de parceiros sexuais e a infidelidade são genéticos», afirmou Tim Spector, director da Unidade de Pesquisa de Gémeos do Hospital St. Thomas, em Londres.
 

 

No entanto, o especialista não rejeitou o papel do ambiente e da educação para explicar a infidelidade no universo feminino.
 

 

A pesquisa questionou as gémeas sobre o seu comportamento sexual, o número total de parceiros e as suas atitudes perante a infidelidade. Uma em cada cinco (22%) admitiu já ter sido infiel. «Mais de 90 por cento das mulheres admitiram terem tido pensamentos infiéis em algum momento», acrescentou Spector, que publicou o estudo no jornal «Twin Research».
 

 

Os cientistas acreditam que muitos genes podem estar associados ao comportamento sexual de homens e mulheres --mais especificamente, genes contidos nos cromossomas 3, 7 e 20. Noutro estudo também publicado pelo «Twin Research», a equipa liderada por Spector, relaciona a genética com distúrbios do sono.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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