Mutação genética torna negros mais susceptíveis a infecção por HIV

Estudo publicado no "Cell Host & Microbe"

20 julho 2008
  |  Partilhar:

Uma mutação genética que surgiu há milhares de anos em África para proteger as pessoas da malária pode, por outro lado, tornar os seus portadores mais vulneráveis à infecção por HIV, aponta um estudo publicado no "Cell Host & Microbe".
 

 

O estudo, liderado pelo especialista em doenças infecciosas Sunil Ahuja, da University of Texas Health Science Center, nos EUA, afirma que o comportamento sexual e a falta de cuidados médicos não podem explicar, por si só, a concentração da epidemia em África, onde residem mais de dois terços dos 33 milhões de seropositivos do mundo.
 

 

De acordo com a investigação, pessoas com uma variante genética recentemente identificada no gene DARC, têm um risco 40% maior de serem infectadas pelo HIV. Apesar de servir como protecção contra a malária, se a mutação não existisse, a epidemia de SIDA em África seria 11% menor, estima o estudo.
 

 

Contudo, a investigação foi realizada entre a comunidade negra norte-americana e não na população africana. Foram observados 1.266 seropositivos da Força Aérea dos EUA, registados desde a década de 1980, bem como dois mil não infectados.
 

 

Os cientistas descobriram que a variante é muito mais comum entre os negros norte-americanos portadores do HIV do que entre aqueles que não contraíram o vírus.
 

 

Segundo os investigadores, 90% das pessoas na África subsaariana são portadoras dessa variante do gene, e cerca de 60% dos norte-americanos afro-descendentes também a possuem.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.