Mutação genética poderá ser a causa da maioria dos melanomas
10 junho 2001
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Foi há cerca de dois anos que um grupo de cientistas do Sanger Institute, na Grã-Bretanha, lançaram o Cancer Genome Project, para um gigantesco rastreio de genes ligados a doenças cancerosas, entre os 3,2 milhares de milhões de letras que compõem o ADN e codificam a informação genética. Incluindo os cerca de 30 mil genes que se supõe existirem no genoma humano. Agora esse projecto começa a dar os seus primeiros frutos visíveis.
 

 

Um grupo de cientistas do Cancer Genome Project detectaram uma mutação genética comum a 70 por cento dos tumores malignos da pele conhecidos por melanomas (os mais perigosos). O artigo foi publicado ontem na página online da Nature.
 

 

Segundo os autores daquele artigo, essa mutação não é hereditária mas também ainda não se conhece a sua origem. Mesmo assim, os cientistas esperam que esta descoberta possa resultar dentro de alguns anos num tratamento contra o melanoma.
 

 

Até lá, será ainda necessário perceber o processo da mutação para o poder controlar. Mas a equipa do Sanger Institute está esperançada uma vez que a mutação detectada assemelha-se muito a uma outra que provoca um certo tipo de leucemia. E, em testes laboratoriais, os investigadores conseguiram bloquear a acção do gene defeituoso que provoca esse tipo de leucemia.
 

 

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