Mutação genética na origem de 70% dos Gliomas

Estudo publicado no “New England Journal of Medicine”

03 março 2009
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Cientistas norte-americanos identificaram duas mutações genéticas associadas a mais de três quartos dos gliomas (tumores cerebrais), de acordo com os dados de um estudo publicado no “New England Journal of Medicine” (NEJM).

 

Investigadores da Johns Hopkins University e da Duke University (Carolina do Norte), nos EUA, descobriram que as variações no gene IDH1 estão associadas a mais de três quartos dos gliomas malignos.

 

Foram analisadas amostras de tecidos cerebrais provenientes de 500 pessoas com gliomas e de outros 500 pacientes diagnosticados com tumores situados fora do Sistema Nervoso Central (SNC).

 

Os cientistas encontraram uma relação com as mutações no gene IDH1 em mais de 70% dos gliomas mais frequentes.

 

Contudo, as pessoas que manifestavam estas alterações genéticas apresentavam o dobro da esperança de vida dos restantes doentes oncológicos. "Esta pode ser uma das descobertas mais importantes na pesquisa genética sobre os gliomas ", disse à Reuter Health, o líder da investigação, Hai Yan, do serviço de patologia da Duke University, acrescentando que este estudo poderá dar origem a diagnósticos mais precisos, assim como a novos tratamentos para os tipos de tumores cerebrais mais agressivos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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