Mutação de gene reduz risco de morte por Paludismo na África Subsariana

Estudo publicado na revista PNAS

11 outubro 2007
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Um consórcio internacional de investigadores descobriu que a mutação de um gene implicado na resposta imunitária contra o Paludismo reduz o risco de morte por esta doença nas populações da África Subsariana. O estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
 

 

Santos Alonso, investigador da Universidade do País Basco, que participou na investigação, referiu à EFE que a mutação do gene TLR4 produziu-se há milhares de milhões de anos como uma resposta do genoma humano contra o Paludismo e viajou até à Europa através das populações africanas que migraram para o continente.
 

 

O trabalho revelou que a mutação do gene, denominado Asp299Gly, foi capaz de reduzir o risco de morte por Paludismo em populações subsarianas, sendo, no entanto, prejudicial aos europeus.
 

 

O estudo resultou de uma investigação com um grupo de pessoas do Gana (onde 22% da mortalidade infantil se deve ao Paludismo) e demonstrou que o gene alterado evita a morte pela doença. Contudo, as populações euro-asiáticas sofreram uma outra mutação, denominada Thr399Ile, para contrariar a acção "prejudicial" para o Paludismo da mutação do gene que ocorreu entre a população africana.
 

 

Fontes: Lusa e Imprensa Internacional
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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