Música pode ser útil na reabilitação de pacientes

Estudo publicado no "Journal of the American Heart Association"

28 junho 2009
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O fluxo sanguíneo e a frequência respiratória podem ser sincronizados com a música, o que indica que a música poderá ser um dia utilizada como uma ferramenta terapêutica para o controlo e reabilitação da pressão arterial, sugere um estudo italiano publicado no “Journal of the American Heart Association”.

 

Estudos anteriores já tinham demonstrado que a música com andamentos mais rápidos conduzia a um aumento da frequência respiratória e cardíaca e da pressão arterial nos indivíduos que a escutavam. Pelo contrário, a música mais pausada diminuía a frequência respiratória, a frequência cardíaca e a pressão arterial.

 

Neste estudo liderado por Luciano Bernardi, da Universidade de Pavia, em Itália, os investigadores contaram com participação de um total de 24 indivíduos saudáveis caucasianos, com idades compreendidas entre os 24 e os 26 anos, que foram emparelhados tendo em consideração a sua idade e sexo. Metade dos participantes eram cantores experientes enquanto a outra metade não tinha qualquer formação musical.

 

Os participantes foram convidados a escutar cinco faixas de música clássica assim como dois minutos de silêncio enquanto lhes era monitorizado a frequência cardíaca, a pressão arterial, o fluxo artério-cerebral, a respiração e o estreitamento dos vasos sanguíneos na pele.

 

O estudo revelou que cada crescendo, ou seja, um aumento gradual do volume da música, conduzia ao estreitamento dos vasos sanguíneos na pele, a um aumento da pressão arterial, da frequência cardíaca e da amplitude da respiração. Em cada faixa de música, a amplitude deste efeito foi proporcional à mudança no perfil da música.

 

Por outro lado, durante os momentos de pausa, as mudanças diminuíram. Os cientistas observaram que houve uma dilatação dos vasos sanguíneos da pele e uma redução da frequência cardíaca e da pressão arterial. Ao contrário dos momentos em que os participantes escutavam música, os momentos de silêncio reduziram a frequência cardíaca e as outras variáveis, uma indicação de relaxamento.

 

Os cientistas também observaram que, quando as frases musicais duravam cerca de 10 segundos, havia uma sincronização do ritmo cardiovascular, modelando-se desta forma o controlo cardiovascular.

 

De acordo com Luciano Bernardi, os resultados apresentados neste estudo aumentam o conhecimento de como a música poderá ser utilizada na medicina reabilitativa.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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