Mundial 2014 e a fragilidade do sistema de saúde do Rio de Janeiro

Alerta o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro

03 junho 2014
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O sistema público de saúde do Rio de Janeiro não tem condições para prestar um atendimento adequado aos turistas durante o Campeonato do Mundo de futebol deste ano, alerta o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro.

 

"O nosso papel, neste momento, é alertar a população mundial que está se dispondo a vir ao Brasil para o Mundial. Os hospitais hoje não estão em condições de dar essa assistência nem à população brasileira", referiu o presidente do sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze.

 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que, entre as principais preocupações referidas pelo representante, existe a falta de camas em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) e a falta de especialistas como ortopedistas e neurocirurgiões nas emergências dos hospitais, em caso de fraturas e traumas.

 

Jorge Darze alertou também para a falta de equipamentos adequados e para as más condições dos hospitais públicos, muitos dos quais com problemas como infiltrações de fungos, elevando o risco de infeções.

 

De acordo com a legislação brasileira, o sistema público de saúde brasileiro, conhecido como SUS (Sistema Único de Saúde) deve oferecer atendimento gratuito a toda a população, incluindo estrangeiros. No entanto, o sindicato dos médicos refere que mesmo os turistas que contratarem seguro médico de cobertura internacional poderão ter dificuldades no momento de marcar consultas ou de serem atendidos em emergências.

 

"Nem quem tem seguro médico vai ter condições de ter atendimento satisfatório. Hoje no Brasil já se vive uma crise também no sistema privado, com problemas importantes", alertou.

 

Contudo, a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro revelou à agência Lusa que estas declarações são "alarmistas" e "inverídicas".

 

A secretaria garante que os hospitais do município estão aptos a receber quem necessitar de atendimento, com centros 24 horas, a atuar de forma integrada e coordenados por equipas do Ministério da Saúde.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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