Múmias egípcias ajudam a medicina moderna

Cientistas estudam doenças da História

12 abril 2005
  |  Partilhar:

 

 

 

As múmias conservadas em vários museus de todo o mundo começam a revelar segredos que podem ser de grande utilidade para a medicina moderna, através de possíveis vestígios de doenças que tenham afectado o ser humano, nomeadamente no Antigo Egipto.
 

Um grupo de cientistas retirou amostras de tecidos de mais de um milhar de múmias para elaborar um mapa médico que indica a evolução de algumas doenças durante cinco mil anos de história.
 

 

Segundo o diário britânico «The Times», os egiptólogos do Centro de Egiptologia Biomédica da Universidade de Manchester, em Inglaterra, estudaram a evolução da esquistossomíase, uma doença do aparelho digestivo conhecida por bilharziose (infecção provocada por um parasita que vive em águas contaminadas), desde a antiguidade até aos dias de hoje.
 

 

Os peritos descobriram que mesmo um estilo de vida privilegiado entre os antigos egípcios não impedia os sintomas debilitadores que podiam levar à morte dolorosa por culpa do parasita que causa a doença. As classes altas da sociedade egípcia nadavam em piscinas alimentadas pela água dos mesmos canais usados pelo resto da população e onde se desenvolviam as larvas.
 

 

Os cientistas dirigem agora a sua atenção para outras doenças importantes como o paludismo, assim como outros vírus, acreditando poder comparar, com ajuda do ADN, as doenças que afectaram os nossos antepassados com as que atacam actualmente a humanidade.
 

 

Fonte: Público
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.