Múltiplas plataformas sociais associadas à depressão

Estudo publicado na revista “Computers in Human Behavior”

03 janeiro 2017
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A utilização de múltiplas plataformas sociais está mais fortemente associada à depressão e ansiedade nos adultos jovens, comparativamente com o tempo total despendido nos meios sociais, dá conta um estudo publicado na revista “Computers in Human Behavior”.
 

Os investigadores da Universidade de Pittsburgo, nos EUA, demonstraram que os indivíduos que utilizavam entre sete a 11 plataformas sociais apresentavam um risco três vezes maior de depressão e ansiedade, comparativamente com aqueles que utilizavam no máximo duas plataformas, mesmo após terem tido em conta o tempo total despendido nos meios sociais.
 

Brian A. Primack, um dos autores do estudo, defende que esta associação é forte o suficiente para que os médicos possam considerar questionar os pacientes com depressão e ansiedade sobre a utilização de múltiplas plataformas e informar que esta pode estar relacionada com os sintomas.
 

Para o estudo os investigadores contaram com a participação de 1.787 com idades compreendidas entre os 19 e os 32 anos. Foi utilizada uma ferramenta de avaliação da depressão e questionários para determinar o modo de utilização dos meio sociais. Os questionários, realizados em 2014, focaram-se em 11 das plataformas sociais mais populares: Facebook, YouTube, Twitter, Google Plus, Instagram, Snapchat, Reddit, Tumblr, Pinterest, Vine and LinkedIn.
 

O estudo apurou que os indivíduos que utilizavam entre sete a 11 plataformas tinham um risco 3,1 vezes maior de apresentar níveis mais elevados de sintomas depressivos, comparativamente com os seus pares que utilizavam entre zero a duas plataformas.
 

Os investigadores também verificaram que aqueles que usaram a maioria das plataformas eram 3,3 vezes mais propensos a apresentar níveis elevados de sintomas de ansiedade, comparativamente com os seus pares que utilizaram o menor número de plataformas. Estes resultados mantiveram-se inalterados mesmo após os investigadores terem tido em conta outros fatores que poderiam contribuir para a depressão e ansiedade, incluindo raça, sexo, relacionamentos atuais, orçamento familiar, educação e tempo total gasto nos meios de comunicação social.
 

Brian A. Primack refere que, no entanto, a direção desta associação não é clara. Talvez os indivíduos que sofrem de sintomas de depressão ou ansiedade, ou ambas as condições, tendam a utilizar uma vasta gama de meios de comunicação social. Por outro lado, o facto de um indivíduo tentar estar presente em várias plataformas socias pode realmente conduzir à depressão e ansiedade.
 

César Escobar-Viera, um outro autor do estudo, espera que este estudo ajude no desenvolvimento e intervenções educacionais de saúde pública que sejam tão personalizadas quanto possível.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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