Mulheres temem as rugas mas não o cancro da pele

Estudo publicado nos “Archives of Dermatology”

24 maio 2010
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As mulheres que fazem solário não temem os riscos de desenvolver cancro da pele, mas preocupam-se com o aparecimento das rugas, aponta um estudo publicado na revista “Archives of Dermatology”.

 

O estudo realizado por investigadores da East Tennessee State University, nos EUA, envolveu 435 universitárias com idades entre os 18 e 22 anos, mas os cientistas analisaram apenas aquelas que faziam solário até quatro vezes por semana.

 

Entre essas mulheres, algumas diziam não gostar da cor da própria pele, distúrbio conhecido como “dismorfia”, enquanto as outras relatavam um maior sentimento de felicidade e relaxamento com as sessões de bronzeamento artificial, condição denominada pelos investigadores de “doença afectiva sazonal”.

 

O que os cientistas fizeram a seguir foi bastante simples: pediram às participantes que lessem um pequeno livro explicativo sobre os malefícios dos raios ultravioleta sobre o colagénio e que oferecia às jovens alternativas ao solário para que se sentissem bem. Entre os conselhos, constava a prática de exercícios físicos e a aplicação de sprays e cremes autobronzeadores.

 

Depois da leitura do livro, as voluntárias usaram um diário para relatar, duas vezes por semana, as suas atitudes e comportamentos. Surpreendentemente, os investigadores verificaram uma redução de 35% nas visitas aos solários.

 

Citada pela Eurekalert, a autora do estudo, June Robinson refere que, de facto, as mulheres não estão preocupadas com o cancro da pele, mas com as rugas e com a possibilidade de deixarem de ser atraentes. Por isso, a especialista recomenda que pais e médicos usem o apelo à estética e não ao cancro da pele para tentar reduzir o uso do solário.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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