Mulheres têm pouco conhecimento sobre métodos contracetivos

Estudo “I Plan On…”

26 junho 2012
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As mulheres apresentam “importantes lacunas” ao nível do conhecimento e também mitos e conceitos errados sobre os métodos contracetivos, dá conta um estudo internacional sobre contraceção.

 

O estudo “I Plan On…” realizado pela empresa independente de pesquisa Growth for Knowledge (GfK) em nove países - Austrália, Brasil, França, Alemanha, México, Rússia, Espanha, Reino Unido e EUA inquiriu, a partir de um questionário “online”, 4.199 mulheres, com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos.

 

Aproximadamente metade das mulheres analisadas (44 %) estão atualmente a usar a pílula como método contracetivo, o preservativo foi referenciado por 38 % das inquiridas, como forma de contraceção, apenas dois por cento utiliza atualmente o implante, três por cento o anel vaginal e quatro por cento o dispositivo intrauterino.

 

De acordo com os autores do inquérito, ao qual a agência Lusa teve acesso, revelaram que existe “uma clara necessidade em aumentar a consciencialização sobre as opções existentes e disponíveis na área da contraceção e, ao mesmo tempo, proporcionar um melhor conhecimento para que as mulheres possam tomar decisões informadas”.

 

Uma em dez mulheres afirmou erradamente que os contracetivos de longa-duração não são tão eficazes como a pílula na prevenção da gravidez e que esses métodos, como os sistemas intrauterinos e o implante, por exemplo, são soluções permanentes, ou seja, irreversíveis.

 

O estudo intitulado “I Plan On…” apurou ainda que mais de um quarto das mulheres acreditam que as pílulas anticoncecionais são eficazes, independentemente da altura em que são tomadas, quando na realidade, são mais eficazes se tomadas na mesma altura do dia.

 

Cerca de metade das participantes acredita que todas as formas de contraceção obriga-as a fazer algo regularmente para que estes sejam eficazes e três em cada quatro julga que todos os tipos de contraceção exigem, pelo menos, visitas anuais com um profissional de saúde para obter uma prescrição. O facto é que nem todos os contracetivos necessitam de administração ou aplicação regular pelo utilizador de forma a ser eficaz.

 

A ginecologista Ana Rosa Costa revelou à agência Lusa, que não ficou surpreendida com os resultados obtidos pois apesar de não ter incluído Portugal, “se calhar na nossa população, os resultados seriam os mesmos”.

 

A contraceção oral é a escolha da maior parte das mulheres, “provavelmente porque têm falta de informação e de aconselhamento por parte dos médicos quando vão à procura de um método contracetivo, ou porque a pílula já era usada na família e pelas amigas”, acrescentou a médica.

 

Ana Rosa Costa referiu que “as mulheres ainda confundem alguns métodos alternativos com a laqueação, quando na realidade são reversíveis, têm uma eficácia elevadíssima e alguns têm algum efeito terapêutico”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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