Mulheres têm pior qualidade de vida do que homens após AVC

Estudo publicado na revista “Neurology”

12 fevereiro 2014
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Apesar de haver cada vez mais pessoas, comparativamente com há 10 anos atrás, a sobreviver a um acidente vascular cerebral (AVC), as mulheres têm uma pior qualidade de vida do que os homens, defende um estudo publicado na revista “Neurology”.
 

Neste estudo os investigadores do Wake Forest Baptist Medical Center, nos EUA, decidiram comparar a qualidade de vida de mulheres e homens que tinham sofrido um AVC ou um acidente isquémico transitório. No total foram incluídos 1.370 pacientes que tinham entre 56 e 77 anos.
 

A qualidade de vida dos pacientes foi avaliada três meses ou um ano após terem sofrido um AVC ou um acidente isquémico transitório. Foi utilizada uma fórmula para avaliação da mobilidade, autocuidado, atividades diárias, ansiedade, depressão e dor.
 

Os investigadores observaram que três meses após a ocorrência de um AVC, as mulheres eram mais propensas a ter problemas de mobilidade, dor, mal-estar, ansiedade e depressão, comparativamente com os homens. Contudo, estas diferenças foram mais evidentes nos indivíduos com mais de 75 anos. Um ano após a ocorrência de um AVC, as mulheres continuaram a apresentar valores mais baixos nos parâmetros que tinham sido avaliados, apesar de a magnitude das diferenças ter diminuído. Estes resultados mantiveram-se mesmo após os investigadores terem tido em conta variáveis sociodemográficas, severidade do AVC e incapacidades.
 

O estudo apurou que três meses após a ocorrência de um AVC, a idade, raça e estado civil foram as variáveis responsáveis pelas maiores diferenças entre os homens e as mulheres, sendo o estado civil o que teve um efeito mais relevante.
 

“Tendo em conta que cada vez há mais pessoas a sobreviver aos AVC´s, os médicos e os profissionais de saúde devem prestar atenção à qualidade de vida das pessoas afetadas e trabalharem no sentido de desenvolverem melhores intervenções, incluindo ferramentas de rastreio específicas do género, de forma a melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Cheryl Bushnell.
 

A investigadora acrescentou que os resultados deste estudo sugerem que deveriam ser realizados mais estudos sobre a mobilidade, dor, desconforto, ansiedade e depressão, no sentido de melhorar a qualidade de vidas das mulheres após um AVC.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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