Mulheres sofrem mais de disfunção sexual que os homens

Conclusões das jornadas de Sexologia Clínica

12 novembro 2004
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  A prevalência de disfunções sexuais nas mulheres é maior que nos homens, mas a maioria dos medicamentos no mercado dirige-se aos problemas masculinos, concluiu esta semana em Lisboa o presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica, António Santinho Martins, no último dia das jornadas que comemoram os 20 anos do organismo. Cerca de 43 por cento das mulheres terão algum tipo de disfunção sexual (14 por cento ligada com a incapacidade de excitação), enquanto este valor nos homens se ficará pelos 31 por cento, indicou um estudo feito nos EUA pelo National Health and Social Live Survey e citado por Santinho Martins, médico endocrinologista no Hospital Júlio de Matos, em Lisboa, para referir que o problema é mais prevalente entre as mulheres. A data, considerada histórica, do lançamento do Viagra no mercado mundial (1998) deu uma visibilidade à disfunção eréctil que o problema similar na mulher ainda não adquiriu, reiterou. Mas o cenário parece estar a mudar, acrescentou, até porque a indústria farmacêutica se está a aperceber de que o mercado das mulheres é muito maior que o dos homem - só nos EUA estima-se que sejam 47 milhões de mulheres com disfunções sexuais, contra 31 milhões de homens. O que acontece é que com os remédios existentes «é possível curar 90 por cento dos problemas dos homens e só cerca de 20 por cento dos das mulheres». A falta de desejo é a disfunção mais frequente na mulher e a sua melhoria por via farmacológica está muito pouco explorada; no homem, a perturbação mais comum é a disfunção eréctil e há mais soluções terapêuticas. Fonte: Público

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