Mulheres são mais suscetíveis à infeção durante o período de ovulação

Estudo publicado no “Journal of Leukocyte Biology”

09 janeiro 2012
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O ciclo menstrual da mulher desempenha um papel importante na suscetibilidade à infeção, sugere um estudo publicado no “Journal of Leukocyte Biology”.

 

Investigadores espanhóis e austríacos constataram que as mulheres são mais suscetíveis à infeção, nomeadamente por Candida albicans (C. albicans) ou por outros microrganismos causadores de doenças sexualmente transmissíveis, durante o período de ovulação, do que durante qualquer outro período do ciclo reprodutivo. Esta diminuição da imunidade pode permitir que os espermatozoides sobrevivam à ameaça de uma resposta imune e consigam assim fertilizar o óvulo com sucesso.

 

Neste estudo os investigadores fizeram experiências em ratinhos e constataram que uma hormona sexual, o estradiol, aumenta a suscetibilidade à candidíase sistémica. De forma a monitorizar o efeito do tratamento com estradiol na infeção, os investigadores realizaram experiência in vivo e ex vivo. Após terem removido cirurgicamente os ovários dos ratinhos, os investigadores trataram os animais com estradiol e posteriormente procederam à infeção destes com C. albicans. O estudo revelou que, em comparação com os ratinhos não tratados, os tratados com estradiol eram mais suscetíveis à infeção fúngica e apresentavam um menor número de células Th17, um tipo de células do sistema imune que estão envolvidas na proteção contra as infeções.

 

Os autores constaram que o estradiol tinha por alvo determinadas células do sistema inume, as células dendríticas. Quando estas células foram tratadas com o estradiol foram incapazes de despoletar uma resposta imune do tipo Th17 contra os antigénios da C. albicans.

 

Estes resultados podem “explicar porque é que durante a ovulação as mulheres apresentam um maior risco de serem infetadas com doenças sexualmente transmissíveis, nomeadamente pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) ou o vírus do papiloma humano (VPH)”, refere, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Miguel Relloso, Universidad Complutense de Madrid, na Espanha.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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